[Amor Em Gotas]

 
[Amor Em Gotas]
 
 
Gosto de revirar minhas cartas
fazem verter meu sangue em forma de poesia!
Sentir o algodão da linha na minha pele
Costurar meu corpo na vã certeza que meus dias se encerram nas minhas entranhas
com a passagem do tempo deslizando em reflexos de ti
[dentro de mim]

Me faz bem o silêncio agudo
Interrompido apenas pelos caos de um poema antigo
-onde tenho tantos amores que cabem no canto mais vermelho do meu coração.

O amor em gotas
o aroma do chá de morangos
o moinho e o catavento
-giram a vida
enquanto isso, uma borboletinhas cor de cereja
rabisca o dia [com pincéis de luz]
por detrás dos meus olhos

E o céu continua lindo!
Tão lindo que dá vontade de ser nuvem... e ir!...]

Ro Fontana
 
[Amor Em Gotas]

[O Amor Comeu A Minha Paz]

 
[O Amor Comeu A Minha Paz]
 
 
[O Amor Comeu A Minha Paz]

Cerejeiras em flor
Numa imensidão de céu
Sinto as melodias em rascunhos
Onde versos são rimados em silêncio

Sopros de um céu em chuva
Violado pelas memórias invencíveis
[De pele na pele]
De noites que o dia não pode sussurrar

Nesse céu posso voar para onde eu quiser
Sem álamos, sem luas
Enganando meus sonhos [tantos]
Ao cair das estrelas viajo na tua pele de marfim

Uma outra vida, um outro tempo
A fragilidade dos espelhos já não me refletem
Letras de papel recortadas pelo tempo
Onde o amor comeu a [minha] paz

Por Ro
 
[O Amor Comeu A Minha Paz]

[...Preciso regar as flores do deserto!]

 
[...Preciso regar as flores do deserto!]
 
 
Um algodão doce, uma asa de anjo, uma música
e a fita azul que trouxe o cheiro do amor antigo
lembranças em cinza
e vermelho
[outras até sem cor]

O coração dilacerado e uma infinidade de silêncios
hoje eu preciso regar as flores do deserto!
[e as guardo no silêncio que abraça minha poesia]

Nos meus lábios um beijo frio
na lâmina do teu sorriso

nas cicatrizes antigas
os meus olhos de silêncios
[que sabem tolher poemas]
rasga as pálpebras e sangra a pele
onde o dia cega a escuridão

Arde-me ainda o teu beijo nos lábios que te recuso.
[faz-me falta algo mais que o teu corpo]

p.s
Eu respiro você...

[Você sente______¿ ?]

Por Ro
 
[...Preciso regar as flores do deserto!]

[Do Que Chamei De Amor]

 
[Do Que Chamei De Amor]
 
 
[Do Que Chamei De Amor]

Longínquo e desajeitado
Um verão que não volta mais
Anula em mim a promessa feita
Causando um arrepio [vadio] em minha pele
Empunhando em riste o sabor amargo do silêncio

[Engana-se a solidão!]

Não há desejos, como não há estrelas no céu
Há uma chuva forte a espalhar as aflitas letras de um poema frio
Há uma tempestade na noite que se vestiu de céu
Explodindo cores e chuvas

Calo tudo o que há em mim
Meu sorriso é nostalgia
Sopro minhas dores na neve das páginas em branco
Em limalhas de luz quase derretidas

Chamo teu nome [que aprendi soletrar em silêncio]
Grito com meu olhar as mentiras que gostas de ouvir
Refletidas em vazios espelhos
Por entre paredes feitas de giz

.

Por Ro
 
[Do Que Chamei De Amor]

[Uma] Aquarela De Amores!

 
[Uma] Aquarela De Amores!
 
 
Gosto da meia-luz
das noites calmas
quando o vento a bordejar
faceiro e cheiroso,
mostra o caminho por onde vens

Nas asas dos sonhos
Seguirei até o fim por esse
[Nosso caminho]
Em busca de teus olhos de nácar

Flocos de algodão, caminhos repletos de cor
[uma] aquarela de amores!
um mar de horas
que se passou
tão distante
do sopro
que senti antes
do teu beijo...

p.s

Sinto que não sei falar
o Q-Sinto

p.s2

E [Eu] Sinto Tanto...

.

Por Ro
 
[Uma] Aquarela De Amores!

profundo azul

 
 
tenho para ti olhos tristes
que já não voam ao ver-te
tão longe, será que existes
ou só em mim posso ler-te?

vejo um céu que é todo teu
azul, tão puro. e a chuva
que cai em mim porque é turva
se de ternura me encheu?

e a gota na tua face
água profunda sentida
como eu queria que levasse
aos nossos lábios a vida.

mas esse azul tão profundo
falha terrestre sem Deus
queima-me mais num segundo
que o fogo de Prometheus

rouba este azul, vai titã
traz-mo num lírio do monte
na flor terna da manhã,
na estrela do horizonte.

(ouvir no vídeo este poema cantado)

Da grande página aberta do teu corpo

Da grande página aberta do teu corpo
sai um sol verde
um olhar nu no silêncio de metal
uma nódoa no teu peito de água clara

Pela janela vejo a pequenina mão
de um insecto escuro
percorrer a madeira do momento intacto
meus braços agitam-te como uma bandeira em brasa
ó favos de sol

Da grande página aberta
sai a água de um chão vermelho e doce
saem os lábios de laranja beijo a beijo
o grande sismo do silêncio
em que soberba cais vencida flor

António Ramos Rosa

Música e declamação de Afonso Dias, voz de Tânia Silva

Vídeo produzido pela TERESA TEIXEIRA (STEREA)

Grata a todos e parabéns ao josea pela inspiração e aniversário hoje (calhou bem )
 
profundo azul

Não É Poesia [É Dor]

 
Não É Poesia [É Dor]
 
 
Tem dias
... que a saudade dói ainda mais.
Misto de saudade e desespero,
eu olho para o céu e te procuro entre as estrelinhas mais brilhantes...
Quando penso que te encontrei,
aparece outra estrelinha,
um pouco acima,
do lado esquerdo...
-tão saltitante, brilha tanto que chega machucar meu olhar,
enquanto uma lágrima rola dos meus olhos,
eu ainda posso ver as mãos na cintura e ouvir a sua voz indignada dizendo,
[affff Ro eu não acredito que você me confundiu com aquela estrelinha sem sal e sem açúcar...!!!]



[Eu morro de saudade de você...minha Soso]
 
Não É Poesia [É Dor]

[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]

 
[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]
 
 
[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]

Respirar cada partícula do amor
Absorver calmamente a inexplicável essência da felicidade
Conseguir minhas palavras juntar
Para lhe ofertar num leve sussurrar

Ouvir cada ruído, cada sussurro
Sentir teu suspirar
O toque da tua mão
Na minha pele [delicada e fria] pelo doce tom do prazer

Sentir teus dedos passando sem pressa
No contorno de meus lábios
Lendo, sentindo, decifrando
Os segredos mais ousados

[Aflora tantos desejos que tenho medo de morrer]

Inspirar o ar fresco desta madrugada fria
Observo a luz...vejo nitidez
Contudo...não consigo distinguir desejos e vontades
De ilusões e de sonhos

Sonhos? Uhum!
Sonhar os mesmos sonhos
Sonhos nunca sonhados
[Voar por lugares nunca alcançados]

Porque sentir o toque da [tua] pele
Será apenas e só
O sonho de saber o gosto de ti
Na ponta dos meus dedos...

Por Ro Fontana
 
[Voar Por Lugares Nunca Alcançados]

Carta Aberta aos meus amigos lusos

 
Sigo diariamente tudo o que por aqui se vai passando neste Luso de escrita e contra-escrita. Fiquei na dúvida se deveria ou não intervir, isto é, escrever o que penso. Afinal, ao fazê-lo, estou também eu a subscrever a contra-escrita, não que esta me aflija enquanto forma de criatividade dos autores, até penso que será salutar, e se for criativa, até acaba por trazer mais diversidade a este espaço, muitas vezes carente de novas ideias e novas escritas.

O que mais me incomoda, são os ataques constantes, que diariamente surgem neste espaço. Começo seriamente a pensar que talvez não me reste outro caminho que outros colegas tomaram, sair e bater com a porta. O problema é que, e como diz o ditado,”não há nada como o primeiro amor”, e isso aconteceu comigo e com o Luso. Foi aqui que dei os meus primeiros passos a escrever para gente que desconheço, gente de outras terras e paragens com outras maneiras de ser e dizer coisas. Foi aqui meus amigos que me senti pela primeira vez escritor, bem sei que sou um escritor de letra pequena, mas mesmo assim, nem imaginam como eu fico feliz por receber um elogio. Como eu sonho e me imagino a escrever então coisas inimagináveis, e quem sabe, receber mais de mil comentários a dizer-me que as palavras são grandiosas. É este Luso dos sonhos que eu quero. Necessito de poder sonhar com cada palavra que aqui quero dizer, é aqui que eu falo para dentro de mim e digo: -José, tens que trabalhar mais, tens que ler mais, tens que te esforçar mais. É aqui que deixo lágrimas, não pensem que é só o Zé Torres que chora, eu também choro por não ter mais capacidade de escrever.

Queria tanto! Meu Deus, tantas vezes me interrogo porque não apareceu o Luso mais cedo? Talvez assim eu fosse melhor escritor, talvez assim eu conseguisse um dia editar um livro, convicto de que os meus leitores não seriam aldrabados. Ainda me lembro, do dia que aqui entrei, e nem um comentário tive. A minha vontade foi desistir, partir, afinal eu era mesmo mau! Nunca iria escrever coisa nenhuma. Apareceu o primeiro comentário, depois outro, e outros, e eu iludi-me, comecei a sonhar, e a querer escrever melhor, e sempre mais. Como estava feliz! Um dia, alguém me disse que eu sabia escrever, foi um dos dias mais felizes que eu tive no Luso, acho que me deixei ficar a olhar para a mensagem horas. Ainda hoje guardo aqui dentro o aroma desse dia, é a medalha da minha vida.

Assim cresci, assim fui melhorando na escrita, e a gratidão, essa, irá morrer comigo, para todos aqueles que me deixaram os primeiros comentários. Esses, não foram os escritores consagrados do Luso, foram os “pimbas”, aqueles que mandam flores, beijinhos e abraços. Talvez alguns não saibam escrever muito bem, talvez alguns não tenham a melhor forma de estar aqui no Luso, talvez tenham defeitos, talvez alguns graves, talvez até capazes de merecer expulsões, mas porra, foram estes que me carregaram às costas, até eu ter confiança para escrever, assim, como o faço hoje.

A esta gente, estou sempre com um obrigado na boca, são estes os verdadeiros fãs, foram estes que me disseram que eu era capaz, e me deram todo o tempo necessário para melhorar. “Obrigado a todos vós”, são as minhas palavras. Depois o tempo, o bom tempo passado a escrever, deu-me a conhecer as pessoas. Ainda mais bonita ficou a escrita, lembro-me por exemplo da Cleo, que bem que escreve, adoro ler esta MULHER! Guardo desde sempre um carinho enorme por esta colega. A Dolores! Bem, desta posso dizer que sou amigo. Porra! A escrita dá-me tanta coisa, e esta mulher das Beiras, está sempre pronta a dar tudo para me ajudar a evoluir na escrita e sempre com um carinho. Que bom é falar com ela.

Ana Martins! Mulher fantástica. A escrita arranja cada coisa! Quantas vezes falamos ao telefone e deixámos cair umas boas gargalhadas, e aquelas PMs a desejar uma boa noite. Que maravilha. Depois veio mais uma quantidade de gente como eu, que gosta de fazer amizades. Por último, pude conhecer o José Torres, frequentar a sua casa, partilhar da sua família e amigos. E aqui, deixem-me dizer que já muitas vezes discordei da sua linha de pensamento e de alguns dos seus textos. Mas meus amigos, sempre fomos capazes de falar, e do outro lado da escrita está realmente outro homem, um homem como eu com defeitos e virtudes, mas que me recebeu em sua casa com um abraço sincero. Poderia falar na Mar, como eu gosto desta miúda, nunca o avatar me tinha dito coisa nenhuma desta colega que tem a idade dos meus filhos. Ainda tão nova e com tantos sonhos.

No Arlindo Mota, que homem fantástico, como é bom saber que colho amizade por terras do Sado, ainda guardo em prateleira distinta os livros que com amizade me ofereceu. Na Alexis, na Roque Silveira, no Cristóvão que conheci recentemente e que é um colega fantástico, no meu amigo Rogério de fradelos que maravilha de amigão, na Sãozinha, que, apesar de distante, deixa-me muita saudade.

A Conceição B, a Maria João horroris causa, da Vóny, que sempre me incentivou, da Ana Coelho e do seu marido, que casal fantástico, da Vânia, que adoro, a Fátima com aquele beijo azul, sempre a fazer de mim o melhor poeta do mundo, e os meus amigos António Bernardino da Fonseca e a sua esposa Olema. Não tenho palavras para tanta amabilidade e carinho, um gesto bonito, aquela obra que guardou para mim do encontro do Luso em Dezembro. Queiram os meus amigos saber, que a partir daí, desse encontro com este casal maravilhoso, gente que gostou de mim apenas porque me leu, essa amizade estendeu-se até á minha família, mais particularmente ao meu filho. Que gratidão maior se pode ter quando alguém ajuda um filho? Gratidão, sim! Ao Luso também, o nosso luso, que afinal faz magia.

Deixem-me dizer-vos, chamem-me criança se quiserem, mas eu acredito nestas coisas, naquilo que de bom ainda há no nosso Luso. Amigos falo do Luso, falo das palavras que todos escrevem. Isto tem que acabar, esta casa não pode continuar dividida em duas facções. Todos aqui são importantes, todos fazem o Luso, todos! Os bons e os maus é que dão cor a esta casa, e nos fazem aqui voltar cada dia. Por mim aqui vos digo, eu não tenho lado, nunca terei, a todos eu devo esta minha felicidade de escrever, a todos.

Nunca me irão ler que não mais comentarei este ou aquele, mas também não contem comigo para apoiar insultos à vida pessoal dos autores. Deixo apenas uma sugestão: se realmente querem cortar relações com A ou B, o que também me parece que daí não vem mal nenhum ao mundo, usem as MPs. Afinal são os vossos assuntos, e que só a vós vos diz respeito, e que eu, enquanto utilizador deste site para escrever nada me interessa.

Caros Colegas de escrita, deixo-vos aqui estas minhas palavras para vos dizer que todos são importantes, todos contribuem para esta minha vontade de vos dizer que sem vocês eu não era nada, creio mesmo que nenhum de nós era nada sem os leitores! Eu gosto de escrever e gosto de vos sentir perto da minha escrita.
 
Carta Aberta aos meus amigos lusos

[Como Adormecer Sem Antes Teus Olhos Amar?]

 
 [Como Adormecer Sem Antes Teus Olhos Amar?]
 
 
[Como Adormecer Sem Antes Teus Olhos Amar?]

Resquícios de palavras soltas e intercaladas de suspiros
Sussurras-me doces palavras em ordem desordenada
Hino ao amor entoado a cada gesto inacabado
Lembras-me em noites que o dia não permitia sonhar

[Resisto sonos por noites sem sonhar]

Um traço de luz, uma lágrima, e eu
A vida ao sabor do tempo em que as cerejas eram o vermelho da boca
[Espanto a dor]
Sempre te reconheci pelo reflexo de lua
Porque esqueço de respirar cada vez que me beijas

[Te amo em cascatas de notas musicais]

Caminho descalça de mãos dadas com o amor para onde o vento leva as promessas
Com o toque suave das tuas mãos
Nos meus longos cabelos negros e na minha delicada pele fria
A meia luz do luar a chuva cai pelo meu corpo e eu desejo só te amar

[Lábios puros de aromas de pele na pele]

Amor sereno e [in]tranquilo como o rio de água doce que corre para o mar
Danço ao som do eclipse lunar, sob o silêncio cúmplice do teu olhar
Nos mistérios que [só] se decifram por dentro das tuas mãos
Ao sabor [da minha] pele adormecida

.

Por Ro
 
 [Como Adormecer Sem Antes Teus Olhos Amar?]

Encontrei No Ar A Fragrância Da [Tua Pele]

 
Encontrei No Ar A Fragrância Da [Tua Pele]
 
 
As minhas mãos florescendo entre as tuas
Colorindo a vida com as cores do amor
Cores fortes
[De coisa boa que não desbota]
Num pedaço de céu que parece nem ter cor
Por onde se perdem leves os balões

Regressas sempre
Em palavras que afluem banhadas em saudades
No céu da minha boca

[Palavras vivas em mim]

Hoje sou feita de versos e um pouco de mar
Tenho a pele salgada de palavras desenhadas pelo teu olhar
E usei meu perfume floral
[Milagres de flores num vestido branco]
Degustei as romãs mais doces do que as maçãs que me oferecias

Sorris na distância dos quilômetros que não digo
Atentamente escuto o vento
Que vez ou outra trás o silêncio do teu beijo
Nas lembranças de minha memória
Feito abraço que não cansa que dá o mundo e o sonho e enlaça amor
Enquanto eu voo até mim para chegar antes da explosão dos ventos

[Para sempre...enquanto eu respirar________]

Ro Fontana
 
Encontrei No Ar A Fragrância Da [Tua Pele]

[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]

 
[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]
 
 
[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]

Perco-me por entre sonhos
[Desfeitos e feitos]
Me encontro no sabor agridoce da esperança
Onde tudo é mais belo aos olhos dos amantes

Em pensamentos loucos e insanos
Sonhos e desejos se misturam
Paira no ar um fascínio
Que me instiga os sentidos

Danço para as estrelas
E vejo o brilho delas em teu olhar
[Me perco em desejos]
Espero insaciável pela [tua] boca
Que percorre e explora o [meu] corpo

O toque da tua alma
O silêncio da tua ausência
Poesias e juras de amor
Que poderiam escrever mil canções
[Me faz te esperar a vida toda!]

p.s
A poesia [minha]
Continua te amando
E [me] fazendo sonhar!

p.s2
As estrelinhas?
Sim! Eu as quero!
[Todas!]

.

Por Ro
 
[Corpos E Almas Num Encaixe Perfeito]

Um Amor De Outras Vidas [...]

 
 Um Amor De Outras Vidas [...]
 
 
Tempo de amar
À meia-luz
só posso contar-te dos amores que não [re]conheço!
sobre sonhos
é inútil escreve-los
pois dos que deles vivi, não me interessam mais.

[Entenda]

Gosto do teu olhar desenhando meu sorriso
Da ponta dos teus dedos em minha [delicada] pele fria.
O aroma do chá de hortelã
Um livro de poesia...

[A estação da paixão, a nossa primeira vez]

Na sala
sob a luminária
As margaridas imóveis no vaso de cristal
exalam poesia
A janela entreaberta
O desejo
tece com o vento da varanda
É madrugada fria

Serei tua. Só tua.
Vestida de amor
Como poesia vestida de melodia

Ro Fontana
 
 Um Amor De Outras Vidas [...]

QUANDO EU ME FOR EMBORA

 
QUANDO EU ME FOR EMBORA

Quando eu me for embora, levarei comigo

a madrugada e de meu pai, suas mãos rudes,

com que moldava, a golpes incisivos,um tronco
frágil

insubmisso, sempre em sentido vertical.

De minha mãe, não esqueço, a ternura que mandava, disfarçada,

por entre o pão suado e a manteiga. Assim cresci.

Quando eu me for embora, também não esquecerei, os luares

que percorri, envolto em ti, sem precisar de

leito. Assim cresci.

Mais tarde, pouco mais, hei-de lembrar-me daquilo que não fiz.

Mas quando eu me for embora, é porque morri, cá dentro,

por não saber cuidar de ti, amor-perfeito.

arfemo
 
QUANDO EU ME FOR EMBORA

Um Pecado [Poema]

 
 Um Pecado [Poema]
 
 
Um pecado poema
[pintado num diário de sonhos]
Se aninhou nas asas de uma borboleta
e aprendeu voar com as folhas sopradas pela forte brisa ao luar

Fez um buquê de sonhos e ofereceu à vida
Abriu a janela e beijou o sol
Vestiu-se de flores
E encontrou o caminho do meu corpo [perdido no teu]

Com olhar de estrelas no meu céu
Beijou os meu olhos e cantou para mim
Sem pressa, sem sapatos, sem hora para ir embora

[Meu bem querer sagrado em mim]

Me amou assim
Com beijo de chuva
e toque de cetim

Devorou meus extraviados sonhos
Em gotas de calmo orvalho
Com toques sem sentir
[te sinto em mim]
Em noites sem fim como dias assim

Ro Fontana
 
 Um Pecado [Poema]

[Quem Apagou A Luz Do Céu ___ ¿ ]

 
[Quem Apagou A Luz Do Céu ___ ¿ ]
 
 
[Quem Apagou A Luz Do Céu___¿]

Caminho incontáveis vezes
Em direções opostas.
Analiso a vida sem interesse
[Inacabada como um conto de fadas.]

¿ ?___Andava eu a passear por vidas desconhecidas
Que preenchem o dia de meus sonhos___¿ ?

[Talvez...!]
[Essência de um triste sentir...]

Histórias [ de vidas] escondidas
Que sangram seres fantásticos [nunca descobertos.]
Histórias [de vidas] paralelas à minha
Que infinitas vezes me fizeram sonhar.

Deixo cair suavemente olhares de prata
Mergulho em acolhedores momentos [do passado]
Navego no negro da luz
Perco-me dentro de mim...

Fortes e quentes
[ruidosas e imensas] labaredas
Me envolvem e me absorvem...
Derramando em meus pés pétalas de luar.

p.s
Quem inventou a dor... ao fim de um dia de sol...?!

Por Ro Fontana

ઇઉ
 
[Quem Apagou A Luz Do Céu ___ ¿ ]

Em déjà vu

 
Sem receios deitei-me no teu corpo
Como ao luar primaveril antigo
Entreguei-me às maçãs do teu rosto
Mergulhadas nos pomares rústicos.

Teus poros eram de odores campestres
Cerejas, amoras, mirtilos, silvestres
E a tua boca ladina espraiando
Madressilvas, ai odores da campina.

Fui mais além, a tua língua na minha
Serpentes ziguezagueando sem preguiça
Éramos duas presas numa explosão só
De peripécias fantásticas...anestésicas

Por isso segui o itinerário sem freios
A alta velocidade na tentação mil
Senil d’ anseios, percorri-te do pescoço
Ao peito e resto dos membros num alvoroço.

Era uma excitação bendita
Que acabara antes de começar
Aterrando no mar sádico da saudade
Em déjà vu.

Maria Luzia Fronteira

Funchal, 26 de abril de 2012
 
Em déjà vu

[Pó De Borboleta Sem Cor]

 
[Pó De Borboleta Sem Cor]
 
 
Por hora eu sinto dor.
Sinto que viro pó.
[Pó de borboleta sem cor.]

ઇઉ
 
[Pó De Borboleta Sem Cor]

[Do outro lado Do Mar]

 
[Do outro lado Do Mar]
 
 
Há um vôo nos pés da bailarina
Espaços de tempo
A um passo de mim
Há dias que o relógio para e prende o ponteiro no meu coração.
[Do outro lado do mar]
Atentamente escuto o vento e ouço uma infinidade de silêncios!
Se me derramo em palavras
Transbordo em ausências...

.
 
[Do outro lado Do Mar]

[Sinto Saudade Da Tua Alegria]

 
 [Sinto Saudade Da Tua Alegria]
 
 
[Sinto Saudade Da Tua Alegria]

Sorriso tímido...escondido no verbo amar
Melodia inacabada num verbo que eu não sei conjugar
Palavras caladas [silenciadas]
Na dor do querer, no medo de perder.

Um abraço apertado no silêncio do medo
Palavras que não saem [num verbo por inventar]
Num futuro incerto
Num passado do verbo alegrar.

Fragilidade intensa [vida que se foi]
Palavras não pronunciadas [contidas por lágrimas]
Frágeis como os meus olhos angustiados
Frágeis como as borboletas que voam de flor em flor.

Queria saber ler o silêncio
E construir um muro de palavras
Queria ouvir o sussurrar do silêncio
E trazer o teu silêncio até mim.

Cai a noite [serena e fria]
Sinto vontade de me perder.
No silêncio mágico que envolve a vida
[escuto]
O barulho do nada
Que não silencia a dor que habita em mim.

[Sinto saudade da Tua alegria.]

p.s
[Saudades eternas de vc, Soso... ;( ]

.

Por Ro Fontana
 
 [Sinto Saudade Da Tua Alegria]