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Poemas, frases e mensagens de EduardoFontes

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de EduardoFontes

Círculo de Deuses - capítulo 5 Quando os deuses foram ao circo

 
No dia em que os deuses se encarnaram na mesma pessoa
O circo visitou o “olimpo” onde eles habitam
E perante tantos humanos ficaram um pouco á toa
Então os palhaços que vêm eles imitam

Imitam-nos com tremenda facilidade
Pois em cada um deles permanece escondido
Um enorme palhaço de verdade
Embora d'entre todos, seja ele o mais comedido

Começaram então os palhaços a atuar
E logo os deuses cerraram fileiras
O palco então souberam partilhar
E assim se desenrolaram as mais mundanas brincadeiras

Entre provocações e armações
Reina a boa disposição embora que disfarçada
Os deuses também aprenderam lições
Embora que tenha sido na palhaçada

Espetáculo que parece que não cessa, é infinito
Mas a tal já estou habituado
Pudessem os deuses e fariam disto rito
E ao espetáculo assistiam sem nada terem acrescentado

Como o espetáculo era de grande magnificência
Os deuses apenas se limitaram a assistir
De pronto disseram com eloquência
Que a todos os espetáculos da terra hão-de sempre vir

Mesmo sendo deuses, todos gostam de viver a sua humanidade
E entre eles se sentem acolhidos
Mais encarnações vindouras na futuridade
Em que não aparecem as feras, os seres temidos
 
Círculo de Deuses - capítulo 5 Quando os deuses foram ao circo

Coração Louco

 
Sou poeta, não quero fama nem glória
Sou poeta, quero honra e lealdade
Apenas busco construir a minha história
Apenas amigos de verdade.

Sou poeta, mas por vezes nem consigo escrever
Quando chega a noite, o vazio a escuridão
Naqueles dias em que só me apetece morrer
Lembro-me eu do nome que trago gravado no meu coração

Por vezes ter coração bom não basta
É preciso que a cabeça acompanhe o movimento
Por vezes é preciso deixar de ser aquele que a todos afasta
É preciso abrir a mente a algo chamado sentimento

Ai ai coração louco
Louco, sem razão, sem explicação
Mal é que ás vezes transformas tudo em tão pouco
E tão pouco transformas em paixão

Até para um fala barato (como eu) é impossível explicar
Até para um aldrabão (como eu) é impossível mentir
Impossível este coração louco controlar
Impossível de controlar mas capacitado de tudo sentir
 
Coração Louco

Tela em branco

 
"Tela em branco... Assim fica meu pensamento
Qundo meu coração me atraiçoa e mostra meu mais puro sentimento''

"E sim contínuo a possuir um imenso tesouro,
aquelas loucuras vividas que p'ra mim valem mais que ouro(€€€)"
 
Tela em branco

Teatro dos sonhos

 
13 de fevereiro de 2015 o dia em que meu sonho beijou a minha realidade
58 kilómetros de uma ansiedade como nunca antes eu sentira
Sonho que quando o concretizei nem parecia verdade

Ao chegar a casa pela VCI
Vislumbrei a cobertura que tanto esperava
O arrepio que na pele logo senti
Ia eu ver o clube que tanto amava

O bilhete que quase não se encontrava
E pensei que já não ia ser nesse dia
Que ia ver o clube que tanto amava
O clube que me faz acreditar em magia

O bilhete que depois se encontrou
E fiquei de novo com ansiedade
Meu coração que logo rebentou
Mas não foi de paixão, foi de amor de verdade

Porta 7 e a ansiedade que não acalma
O torniquete o último passo pa' mais uma história
O sentimento que guardarei sempre em minh'alma
E uma das principais histórias de minha memória

Entrada 8 e o coração cada vez mais aflito
Dois passos á frente o meu "teatro dos sonhos"
Chorei nesse momento admito

E durante o aquecimento,
Disse o Costa: capitão 'tá tudo bem?
Digo-lhe eu: não digas nada, deixa-me aproveitar o momento

Momento em que entrei num mundo de magia
Momento único e só meu
Momento mágico que tanto eu queria
E parece que foi ainda ontem que aconteceu

Por aquela magia me senti extasiado
Senti-a a bater forte no coração
Magia que por ela continuo apaixonado
Não fosse ela, a magia da bancada do dragão

Finalmente veio aquela marcha triunfal
E nunca senti tanto orgulho em minha vida
Marcha que "diz a gente o que é ser nobre e leal"
Marcha sem igual, marcha querida

A bola finalmente começa a rolar
E eu ansioso por deitar cá p'ra fora tudo aquilo que naquele momento sentia
O MÁGICO PORTO tinha que marcar
Sentir um golo naquelas bancadas, tudo o que eu mais queria

Camisola 8, Brahimi rematou
E aconteceu a minha lembrança preferida
O PORTO finalmente marcou
O golo que mais festejei em toda a vida

Golo que ofusca completamente os 3 que festejei na Alemanha
Ou o penalti do Pedro Emanuel no Japão
Que forma de te amar tão tamanha
Que forma de te amar meu PORTO, oh clube do meu coração

Apaixonei-me por ti por causa de tuas glórias
Comecei a amar-te quando me ajudaste a sobreviver em momentos complicados que passei
Todas as tuas glórias são minhas vitórias
A única certeza que tenho nesta vida é que eternamente te amarei

O amor que ontem por ti sentia
E uma décima do amor que hoje sinto
O amor que hoje por ti sinto
É apenas uma milionésima parte do amor que sentirei amanhã!

Eu não sou perfeito nem eterno, mas o meu clube é!
 
Teatro dos sonhos

O VERDADEIRO SÁBIO

 
Antigamente pensava que felicidade era o ouro...
Usei de tudo para o conseguir obter...
E encontrei um coração que é um verdadeiro tesouro
Mas também esse acabei por perder.

Se por alguns meses andei por aí a sorrir
Foi desse coração que veio o meu alento
Tantos copos, e a tanto tempo que já não sabia o que era me divertir...
Agora soprou-me o vento e fiquei aqui ao relento.

Bom coração que tentou iluminar o meu
E isso eu não soube valorizar
Disse-te que o que era meu era teu
Mas não partilhei aquilo o que meu coração queria verdadeiramente falar...

P.S. Obrigado pelo que me fizes-te aprender, obrigado por teres estado a meu lado quando eu mais me senti sozinho, obrigado por muitas vezes teres engolido o teu orgulho só para às vezes eu fazer o que me apetecer. OBRIGADO por me mostrares que os €€€ podem valer muito, mas não valem nada comparados com as pessoas de quem gostamos e dos momentos que vivemos com elas.
 
O VERDADEIRO SÁBIO

Círculo de Deuses - capítulo 6 Deuses no circo chinês

 
Como a fama dos espetáculos da terra em todo o universo ecoa
De novo á terra uma comitiva voltou
Domine sanguis, Debulosumque Fumum, Vinum Dominus e Rex Rapinam todos na mesma pessoa
Com tremendo espetáculo a quadriga exultou

Artistas principais dois irmãos chineses
Cada um abençoado por uma divindade diferente
Irmãos parecidos que parecem gatos seameses
Embora as disputas entre eles seja coisa frequente

Começa de pronto a humurista em tom sarcástico
E logo os deuses começam a sorrir
Numero esse, deveras fantástico
Todos de pé a aplaudir

Espetáculo baseado na vida do génio da lâmpada fundida
Em que os deuses reconheceram o seu código
Sua arte pelos deuses é deveras enaltecida
Irmã mais nova e dos pais “o filho pródigo”

De seguida se perfila o irmão bestial
E logo os deuses ficaram em espanto
Tanta alegria num show madrugador não é normal
De tanto gostarem os deuses, fizeram dele um santo

“Filho pródigo” sua irmã, e ele fica desgosto
Mas sua arte é deveras impressionante
Dizendo isto os deuses, em tom xistoso
Quando se juntam criam arte estonteante

Indo embora depois da brilhante atuação
Os deuses á terra juram voltar
Para o limbo partem pelo calçadão
Levando um espetáculo que sempre irão recordar
 
Círculo de Deuses - capítulo 6  Deuses no circo chinês

Meus olhos

 
Trago sangue nos olhos
E trago conflito no olhar
Fúria, raiva, tenho-as aos molhos
Incerteza, desilusão, onde vai isto parar?

Não vivo para ser notado
Vivo para me aperfeiçoar
Aperfeiçoando-me assim, apesar de continuar inacabado
E acabo-me, são muitas "frentes" onde lutar

Trago paixão nos olhos
E trago amor em meu olhar
Desejo carinhos, quero-os aos molhos
Só me faz é falta, pa' puta da vida acordar

Não vivo para ser sorrateiro
Aproveito cada segundo como o último instante
Vivo sim, para que seja verdadeiro
E vivo-o porque é puro e não abundante

Trago loucura nos olhos
E trago insanidade no olhar
Não procuro discussões, tenho-as aos molhos
Procuro um sonho, para com ele meus sonhos realizar

Que a distância entre o querer e o merecer fosse menor
E certamente até ao sol eu voaria
Conhece-se eu, seu plano ao pormenor
Que em seus raios p'ra sempre eu viveria!
 
Meus olhos

A velha coruja

 
A velha coruja, voou e voou
E não mais se ouviu falar dela
A velha coruja, que disse: "tenho orgulho em ser quem sou''
Mas mais do que isso um murmúrio um pouco fatela

A velha coruja que vidas estagnou
Afinal pairava um falcão acima de si
A velha coruja que a todos enganou
Mas o falcão não deixou e transformou essas vidas como eu nunca vi

A velha coruja, agora cega, surda e muda
Que já não sabe para onde voar
A velha coruja agora menos peituda
Menos peituda, pois já não sabe onde pode poisar

Queria a velha coruja saber
Como tornar uma vida a caneta numa a lápis
Queria a velha coruja conhecer...
Conhecer a rota para poisar no ''poleiro'' que sempre quis.

P.S. I will never forget your smile, your happyness, your lips, I WILL NEVER FORGET YOU
 
A velha coruja

Vida em filmes

 
Tudo dito
Nada feito
Tudo sonhado
Nada realizado
Tudo escrito
Nada de importante dito

Sim um palhaço, um paspalho
Por vezes armado em diva do cinema
Merecia era ir ''pó caralho'
Se morresse longe findava-se o problema

Dignidade, humildade perdida
Em atos de profunda euforia
Eu o génio da lâmpada fundida
Numa merda de obra de minha autoria

Obra nunca lida
Autor nunca citado
Falácia do tempo, reviver em ''loop'' o passado
Obra de MERDA, obra da minha vida!
 
Vida em filmes

'Tá na hora

 
Por erro meu sempre aceitei o que a vida trás
Mas mesmo assim vivo num mundo de ilusão
Só queria que me mostrasses como é viver em tempos de ''paz''
Mas acabei de me esborrachar, ''atropelado'' por um camião

Tudo em mim desabou
Mesmo antes sequer de ter começado
E não acredito que de novo no fundo do poço estou
Fodasse, puta que pariu sou mesmo ''retardado''

Vivo num mundo de ilusão
E já nem sei o que é mentira e o que é verdade
Mas quero luz... 'tou farto da escuridão
Só quero ser eu, sem truques, sem esquemas, sem maldade

Malditas tecnologias e malfadadas redes
Onde as abro e fico em desassossego
Aqui por trás destas quatro paredes
Pesquisas incessantes, e fico á proucura de aconchego

Mas é a vida, o que é meu espero 'tar guardado
Mas é a vida, colho o que semei-ei lá atrás
Segue a vida e eu fartinho fartinho fartinho de 'tar enclausurado
Segue a vida, espero um dia saber o que é paz

Lição derradeira
Lição crua, dura e fria
Sou mesmo burro, não aprendi á primeira
Toldado pela ilusão vi tudo, onde nada havia

Farto até da puta da poesia
Sou um bandameco sem sorte, sem norte
Quero viver uma vida real e por de lado a de fantasia
Juro que nunca mais escrevo nem mais uma linha até á hora da minha morte!
 
'Tá na hora

Hasta el final del mundo

 
Guerras que ficaram em tempos distantes
Em que por vezes errei num ou outro segundo
Se nada em mim é como dantes
Por um belo sorriso vou até ao fim do mundo

Acredita que vou
Mesmo que não saiba o rota
Se nem sei onde estou
Mas vou a pé, de carro ou de mota

A forma de ir não é de todo o mais importante
Quando ainda vagueamos por este mundo
Se és "comédia" eu sou comediante
E por um belo sorriso vou até ao fim do mundo

Se és fogo ardente
Então virarei bombeiro
Eu sou um "relógio" um pouco contraproducente
E tu, o meu mestre relojoeiro

Por vezes, com meus pensares fico imundo
E por vezes sou um pouco vagabundo
Mas acredita que pelo teu belo sorriso vou até ao fim do mundo!
 
Hasta el final del mundo

Besta ao quadrado

 
O silêncio que outrora me acalmava
É o silêncio que hoje tanto me incomoda
Quando fui dormir pensei que isto passava
Mas não passou, a vida é uma roda

Por vezes quando olho a roda de minha vida
Reparo que ela não é redonda, é quadrada
Criação dos infernos ou coisa parecida
Roda que não gira, roda parada

Por vezes ainda a conseguia empurrar
Mas até minha força se esgotou
Agora fico parado para ela a olhar
E reparo em todos os defeitos que ela contém, Reparo naquilo que sou

Um grande mentiroso isso é verdade
Tento enganar a minha pessoa
Iludindo-me com uma falsa vaidade
Olho a roda da minha vida vendo minha realidade
Será que nela restou alguma coisa boa?

Já não sei mais se sou verdadeiro
Porque pouca verdade eu demonstro
Já não sei onde me encontro, não sei meu paradeiro
Sei que não sou santo, também não sou monstro

As horas que passam e parecem todas iguais
E já nem sei ao certo em que dia ao certo me situo
Chego perto do meu limite, isto já é demais
Não sei pa' trás tenho andado ou se para o futuro continuo

Não, não é complicado ser um coio como eu
Basta ter medo do que realmente é essencial
Basta ser o gajo que tudo e todo o mundo fudeu
Basta não ter ética nem moral
Basta viver na mentira, e não na verdade
Basta perder completamente a razão
Basta só em sua frente enxergar vaidade
 
Besta ao quadrado

Âncora do inferno

 
Passado é como o inverno
Estação que longos tempos predura
Presente por vezes um inferno
E somando os dois, é um passo para a loucura

Loucura do ser
E do entardecer das manhãs escurecidas
Loucura esta a do vento de tudo em seu caminho varrer
Será loucura minha pensar que inverno e inferno são duas coisas parecidas?

Chega a neve e consigo o frio me ancora
Ancorado por seus ventos loucos e cortantes
Sou o gnu que tudo decora
E de todos aqueles que decoro, sou entre eles um dos mais errantes

Inferno de dante á minha frente apresentado
Diabos e demónios á minha frente encarnados
E o rio de fogo que arde descontrolado
Acabando por desaguar em mares nunca dantes navegados

Incrédulo com todo o tormento neste momento vivido
Rendido ás tropelias deste mundo
Rendo-me a algo que deveria ter esquecido
E o poço onde em tempos caí, cada dia fica mais profundo
 
Âncora do inferno

Círculo de Deuses - capítulo 4 Comissão divina visita a terra

 
Já depois d'os deuses voltarem ao “céu”
Os outros deuses ficaram curiosos
A verdade os deuses recém chegados puseram ao léu
Que os seres da terra são de todo fabulosos

Mayan bellator e Celeritate infernum de pronto afirmaram
E a eles Persia Fararó se juntou
Em direção a terra cedo arrancaram
E cada divindade destas de novo se expantou

Acabados de chegar encontram dois seres sentados
Em sua carruagem de rodados rompidos
Por sua teatralidade foram abundantemente regados
Carruagem “feiosa” ficam eles fudidos

Carruagem que nunca teve qualidade suficiente
Para á carruagem dos deuses se conseguir equiparar
Carruagem dos deuses muito mais “reluzente”
Potência não, beleza difícil de igualar

Assim, Mayan Bellator ser omnipresente
Se se une a Persia Fararó para lhe darem uns ensinamentos
De pronto recebem resposta e um presente
E Celeritate Infernum os observa em todos os momentos

Como todos os terráquios estão sempre a aprender
Estes deuses lhe dão os ensinamentos
Sua vontade em seus conhecimentos beber
Teatralidade com proporcionados condimentos

Sem dúvida que estes santos divinos são bons atores
E os deuses reconhem sua criação
Perante estes verdadeiros imperdores
Os querem sempre junto ao seu sonho de ilusão
 
Círculo de Deuses - capítulo 4 Comissão divina visita a terra

Círculo de Deuses- capítulo - 3 Debulosumque Fumum e seu pupilo - Parte 2

 
Em dias em que á terra desceu a divindade
O pupilo mostrou que afinal já tem a lição aprendida
Se vocação todos a temos de verdade
Embora permaneça ela escondida

Orgulho o do mestre ver em seu aprendiz
Ver que os canhões duplicados também sabe armar
A divindade que conseguiu o que quis
A lição 'tava estudada só faltava o pupilo incentivar


Mais tarde, também ele tentou a divindade surpreender
Ao mostrar-lhe algo que ele não tinha em seu vocabulário
Tortas de milho e o deus danado p'ra aprender
Com seu pupilo mais uma “letra” do abecedário

Ao ver tamanha agitação Rex Rapinam resolveu aparecer
Rapidamente se juntou a esta contenda
Deixando Debulosumque Fumum com vontade, pudesse ele morrer
Deuses e seus pupilos, haja quem os entenda

Juntos os 3 nesta divina comédia
Os deuses carrancudos começam a desabrochar
Se deus fizer o que o pupilo faz, tragédia
Deus não se ensina, apenas se ajuda a aperfeiçoar

Tal como o pupilo, também este deus provou seu valor
Na arte de saber o canhão armar
Na hora de disparar não lhe causa temor
Uma munição de cada vez p'ro canhão não encravar

Junto agora o pupilo e as duas divindades
De Debulosumque Fumum o seu pupilo aguarda lições
Debulosumque Fumum que sempre soube algumas verdades
Até o que acontecia quando ia p’ras eleições
 
Círculo de Deuses- capítulo - 3 Debulosumque Fumum e seu pupilo - Parte 2

I need...

 
A inspiração está por cá
Só não sei o que vai em seu interior
Fazendo-me acompanhar pelo meu chá
Mas a escuridão que se achega é de todas a maior

Coração cheio
A rebentar pelas costuras
Mas falta-me paleio
Remo-o-me de mentiras

No meio de tantas mentiras que sou
Apenas uma verdade consegui encontrar
Sei que pouco ou nada te dou
Mas és tu quem faz o meu coração disparar

Ás vezes conto ás paredes coisas do meu coração
Mas isso não mata a saudade
Não me tira desta solidão
Não te trás para ao pé de mim na realidade

A qualquer instante, qualquer momento
Em que teu nome se tornou omnipresente
Mais aumenta meu sentimento
Mais minh'alma fica contente

Tomara eu, fronte a ti dizer
O que penso e o que por ti sinto
Mas minha coragem só aparece ao escrever
E de novo entro num labirinto

Já não sei mais o que fazer
Com esta saudade que é coisa pior
Ponho-me então á toa a escrever
Falando em prosas sobre o meu amor
 
I need...

A casa do meu coração

 
Queria eu ser herói
Sem ganhos, sem proveitos, sem luxo
Queria eu deixar de lado tudo o que me destrói
Queria eu deixar de ser poeta e ser um bruxo

Não, nunca quis uma casa para mim
E sabendo eu que tudo não passa de uma ilusão
Queria uma ''casa'' com um jardim sem fim
Queria eu uma casa, um abrigo p'ra meu coração

Não, não quero que vás embora
Quando és tudo o que sempre quis
Mas sou sincero e digo sem demora
Que o que mais gosto é ver-te sorrir, é ver-te feliz

Sim ninguém é obrigado a aturar minha demência
Quando em mim só existe escuridão
Muitas vezes falhei-te, desculpa a minha negligência
Mereces tudo de bom, por seres quem és e por teres bom coração

Não é que a tua partida não importe
E que a tua ausência não seja sentida
Mereces que a vida te bafeje com a sorte
Em todos os segundos e minutos da tua vida

E sim, sempre quis ir para a prisão
E se calhar desejo mais que um amigo
Sempre quis ganhar teu coração
Sempre quis ser preso numa ''cela'' só contigo
 
A casa do meu coração

Mago de memórias

 
Uma lágrima que cai na terra, uma lágrima esquecida
Um sussurro que o vento trouxe até mim
Um sorriso, uma memória (não) esquecida
Uma(s) memória(s)... Uma alegria sem fim

Se para te sacar um sorriso não hesito um segundo
Um segundo que ficou em minha memória
Um segundo seguido de outro segundo, virou história
E pelo teu sorriso vou até ao fim do mundo!

Agora, sem tempo para dilemas e problemas
Procuro abrigo e alento
E sem tempo a perder em qualquer tipo de esquemas
Sinto saudades desse teu ego barulhento

Não quero mais chuva nem vento
Porque ao vento e á chuva faz um briol
Queria estar contigo a todo o momento
Que viesses e fosses o meu Sol
 
Mago de memórias

Chuva & Vento (falta-me o sol)

 
Antes a loucura do ser
Antes a inocência de criança
Antes ser do que parecer
Porque quem só parece nunca alcança

E o vento que passa sem se mostrar
E arrepia quando nos toca
A incerteza do incerto desconfiar
E aquele grito murdaz que meu peito sufoca

Antes leal e vagabundo
Antes fiel e maconheiro
Assim é o meu mundo
Minha vida é meu filme, minha poesia é meu roteiro

Cai a chuva e eu logo todo encharcado
Num dilúvio que minhas feridas fumigou
Feridas de bêbado, mentiroso e drogado
Bendito dilúvio que tudo levou!
 
Chuva & Vento (falta-me o sol)

Ressurreição

 
Ressucitei de minha morte
E não tenho intenção de vingança
Quando morri poderia ter tido melhor sorte
E eu que sempre ouvi dizer que a última que morre é a esperança

Eu já morri e minha esperança também
Apenas espero o inferno ou o paraíso
Se de ti minh'alma contínua refém
Refém desse teu belo sorriso

Saí de meu caixão
Porque não parava de dar voltas em seu interior
Quando fui enterrado enterraram também meu coração...
...Meu coração, minh'alma e meu amor

Agora espero que um dia minha ''paz'' eterna
Anuncie defenitivamente a sua chegada
Seja no circo, na tv ou na taberna
"Paz'' sonhada, desejada, ''paz'' amada
 
Ressurreição

Mesmo sendo eu um vagabundo...
por um belo sorriso vou até ao fim do mundo!

Eduardo Fontes©