Poemas, frases e mensagens sobre loucura

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre loucura

"Fome de você"

 
"Fome de você"
 
"Fome de você"

O meu corpo te espera, boca pedindo a tua
Te olho, provoco, quero tua alucinação
Teus olhos dizem "sim", quero sua loucura
Os delírios de teu prazer, sob teu corpo estão.

Olhando-me com fome cego, e quente...
Desafogando as vontades e minhas fantasias
Faz de mim sua loucura, dá todo teu êxtase.
Porque agora, minhas vontades são tuas...

Então mergulha teu corpo, mata nosso desejo.
Invade meu corpo febril, úmido e já desnudo.
Quero tua boca, a saliva, a textura do beijo.
Gestos ousados, atrevidos, nos deixando mudos.

Cada parte de mim, mostra que te cobiça.
Quer te ver alucinado, perdido de prazer.
Nas ondas das minhas curvas, tua delicia.
E nua nos meus lençóis, vem, quero te ter.

Corpos nus se entranhando, loucos, se tocando.
Movem-se cadenciados, desvendando cada trilho.
Bocas enlouquecidas, mãos, pernas se enroscando.
Sangue fervendo nas veias, prazer em estribilho.

Despudorada e louca, dou-me só pra você moço...
Olhando nos teus olhos, enquanto te sinto em mim
E alucinada,insana,contorcendo em gemidos te ouço.
Vem agora moça que eu amo, vem... Explode em mim.

Glória Salles
 
"Fome de você"

Amor que sinto!

 
Amor que sinto!
 
Não creias apenas no que os teus olhos vêm,
Quando em mim se focarem,
Apenas uma carcaça virão, se me enxergarem,
Pois não serão esses gomos que me decifrarão,
Apenas uma fotografia sem alma conseguirão…

Não creias no que as minhas palavras te dizem,
Pois nada mais que sons te soarão,
Não escutes o que as notas falam em vão,
A minha mensagem para ti não está aí,
Encontra-se na Alma que te atribuí.

Não creias nos meus gestos,
Pois neles só existe a falsidade,
Não há neles amor, nem verdade,
O que sinto está para além do meu abraçar,
Para além de tudo o que possas a vir a imaginar.


Não creias no meu corpo,
Como ele mente!
Finge que em Ti nada vê, que nada sente!
Pois tu és mais que sonho e tentação…
És um Amor escondido nas profundezas do meu coração.


Não creias na minha Alma,
Que estupidamente fica atrás, escondida,
Encavacada, por vezes reduzida,
No tempo…
Quero contigo só um momento!

Marlene ( Ghost)

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Amor que sinto!

Lembras-te amor?

 
Lembras-te amor
quando dançaram borboletas
nos nossos peitos nús
carícias esvoaçantes
em mãos sedentas de ter

Lembras-te
quando a nossa voz
aprisionou-se na boca agitada
e o corpo estremecia
em gemidos descontínuos
libertos no leito feito de querer

Lembras-te
quando o tempo
deslizava rapidamente
ao encontro da tarde
enlouquecendo nos nossos braços
ávido de ficar em nós parado
esquecido do entardecer

Lembras-te
quando os nossos corpos
segredavam-se numa redoma invisível
bafejando o ardor frenético da paixão
no desassossego louco de ser doação

Lembras-te? foi ontem amor

Escrito 15/06/11
 
Lembras-te amor?

Ciúme

 
Ciúme, gume que corta e fere
negrume e força à loucura confere
na escuridão do coração sem altivez
na certeza da traição, não há talvez

E se destrói o ser sem perceber
a maior dor que se pode conceber
Auto-flagelo com elo de crueldade
dor fundamentada em irrealidade.

Violenta força, ferida sem cura
Verte sangue do peito sem razão
hemorrágica mente em loucura

Amor transmutado em dor, dissolução
berçário carcerário, nasce agrura
petrifica a mente em dor, ódio, ebulição.

Poema concebido como comentário ao poeta mestre em sonetos Aquazulis

"Tentação do diabo" Vale a pena ler.

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=156903
 
Ciúme

Deslumbre

 
Deslumbro-me num acorde em cada dia,
como se soubesse o deslumbre da loucura;
E quando o próprio verso me procura,
vem em tons matizados de alegria.

Mas logo, em seguida, água fria;
debalde procurado; e, em tortura,
ouvir a negação, com voz segura,
em vez d'afirmação que pretendia.

E sigo, como quem escolhe o mal menor,
na cumplicidade musical dos meus ouvidos
ensaiando harpejos em Mi(m) bemol maior

Num suave tom de beijos sustenidos;
No tanger da alma, o som do ardor,
como se me pisasse nos sentidos...
 
Deslumbre

Vem

 
vem pernoitar no escuro
até onde só eu
te encontre
no silêncio
até onde só tu
me ouças
na doçura
até onde só nós
estejamos
na música
até onde só nada
ouçamos
na loucura
até onde só nós
chegamos.
 
Vem

No palco da vida

 
No palco da vida
 
Riu-se com os cabelos que tinha na boca
Penteou os dentes com a escova dos fatos
Depilou as unhas com bandas de verniz
A cortiça dos sapatos era apenas uma cunha
Há gente assim, do nome só a alcunha

O ouvido cego viu a própria sombra
O estrabismo juntou-lhe os joelhos
Há gente assim, pior que escaravelhos

Engoliu em seco a maçã de Adão
Chorou de dor o torcicolo da alma
Fantasiou a morte no palco da vida
Os pés vestiu-os com teias de aranha
Ele há gente assim, deveras estranha

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
No palco da vida

AS RATAS MALUCAS

 
Eu tenho no meu celeiro
Todo o milho em massaroca
E tenho sacos inteiros
De farinha de vaca louca.

Também tenho no celeiro,
As ratas que são "à pinha"
Elas sentiram o cheiro
E comeram a farinha.

Como farinha não há mais,
As ratas saem da toca
Têm fome os animais
Atiram-se à massaroca.

Estão loucas, loucas, loucas,
As ratinhas do meu celeiro
Destruiram-me a massaroca,
Roiem-na o ano inteiro.
Já não sei o que fazer,
Agora só resta o tarolo,
Não há mais nada a roer
Dão-me cabo do miolo.

Destruiram-me a massaroca
E eu dou-lhes com a marreta.
Andam loucas,loucas, loucas,
Já não me tenho nas canetas.

Elas têm tanta fome
Que me andam a perguntar
Chamando-me pelo meu nome...
Tens massaroca para me dar?

A minha mulher já me disse
Com as suas palavras sensatas.
Que para evitar chatices,
Que eu vá dormir com as ratas.

A. da fonseca
 
AS RATAS MALUCAS

Louco palpitar

 
 
Sinto o sopro do teu sussurro
entranhar-se loucamente
na minha pele humedecida
onde os vagidos difundem-se
nas mãos trémulas de querer

Esculpo no teu corpo vibrante
o aroma doce de um poema,
onde as palavras gemem
no suspirar dos ecos do tempo
esquecido na perenidade de nós
numa forma única de amar

O louco palpitar alonga-se
em irrupções multicolores
incandescendo o brilho do teu olhar
em labaredas rubras de paixão

Arde em tatuagens sedentas
o meu corpo
suavemente moldado
pelas carícias das tuas mãos

Nos suspiros silenciados
delonga-se o amanhecer
ensopado no suculento desejo
de te querer endoidecer

Escrito a 19/12/09
 
 Louco palpitar

InTenso

 
InTenso
 
Não consigo descrever bem aquilo que sinto, sei apenas que é intenso.
Talvez porque nunca antes tinha amado assim alguém, loucamente,
ou talvez porque me sinto na realidade confuso,
porque não entendo os meus próprios pensamentos, os meus desejos.

Nunca antes sofri assim, nunca antes ansiei tanto alguém,
nunca antes me senti tão infantil, tão ridiculo, tão adolescente.
Nunca antes na minha vida me senti tão descontrolado por amor,
Nunca antes todo o meu corpo vibrou como vibra hoje.

Queria tanto rasgar o peito e arrancar dele o coração,
cujo frenético tic-tac provoca em mim uma ansiedade insuportável,
uma solidão e uma tristeza que o tempo teima em não curar.

Todos os dias choro por dentro quando olho para ti,
sofro por não te poder abraçar, principalmente quando estás triste.
Pergunto-me todos os dias como me deixei apanhar assim,
foi repentino, queria recuar no tempo, queria tanto esquecer-te.
 
InTenso

Ser poeta

 
- Os poetas são todos loucos,
Loucos, loucos como eu e tu
- Ah, mas eu não sou poeta!
- Estás é pateta! És um peru?!
- Ah, poeta escreve versos
De amor, sei lá, de kung fu
E ouvi dizer, mas não estou certo
"Todo o poeta é gabiru"
- Bah! Ser poeta é nada disso
É ser mais alto, como a canção
É beijar como quem seja...
Hum, é como chouriço no pão
Nem precisa saber escrever!
- Sequer saber escrever precisa?!
- Não complica, p'ra poeta ser
Basta ser louco ou sem camisa
- Hum, louco eu sou... descamisado...
Chouriço gosto... pão também...
Não sou peru... não sou pateta...
Serei poeta?! Não soa bem.
 
Ser poeta

METE NA BOCA E FICA LOUCA (PORQUE É DOMINGO)

 
Todos os dias
Vou ver a minha namorada
Que fica zangada
Se não lhe dou nada.
Então,
Eu lhe meto na mão
Aquilo que ela gosta
E ela,
Grande gulosa
Com vontade corajosa,
Depois de acariciar
Com muito amor
Aquele esplendor
Logo o mete na boca
E ela fica louca
Com os olhos a brilhar.
Que seja branco ou preto
Ela até sobe ao tecto
Com esta guloseima.
E se o leite sente
Ela fica quase demente
E o lambe até ao fim
Ela o prefere bem duro
Mole, não o acha bom.
Que querem? Ela é assim!
Ela com ele se debate
E como a não quero perder
Todos os dias lhe vou oferecer
Um muito bom chocolate.

A. da fonseca

PROTEGIDO PELA S.P.A. LISBOA
 
METE NA BOCA E FICA LOUCA (PORQUE É DOMINGO)

Vertigem

 
Vertigem
 
Falta-me o chão
Nem sei bem se alguma vez lá esteve
O precipício chama por mim
Mas há a vertigem que me adverte
O bom senso que me protege
Um passo em falso e é o fim
A queda livre que me ausenta e liberta
A adrenalina faiscante em céu aberto
Tudo o que eu temo, mas me atrai
Um universo à minha espera
Um voo sem mácula, mas adverso
Um pesadelo/ o acordar/foi por um triz
Que eu não saltei fora de mim

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Vertigem

“Vulnerável” - Soneto

 
“Vulnerável” - Soneto
 
“Vulnerável” - Soneto

Quando o vejo assim, cartas na mesa, aberto.
Querendo seus aromas, fazer-me conhecer...
Então nossos segredos mais doces, diluo.
De um jeito Inconfessável tomas o meu ser

E as paredes são agora, nossas confidentes.
Insano momento esse, entre suspiros e olhares
Quando com precisão me segura pela cintura
Ponho-me vulnerável, e deixo tudo acontecer

Beija-me outra vez, e outra... Quase imploro
Mágica aliança, norte, nesse deserto que vejo
E frágil assim, sou emoção, loucura, desejo...

Languida e atrevida, o meio termo ignoro
Somos um quando se apossa de mim, atados
Pelo amor que nos faz, umbilicalmente ligados.

Glória Salles
 
“Vulnerável” - Soneto

Deambulações Nocturnas

 
 
Medo

Se as mãos não tremessem, talvez o medo nunca soubesse que eu existo. E quem sabe, as palavras nasceriam mais íntegras aos olhos - dos que lêem!

Papel laminado

O papel guarda a intenção da maldade, as mãos, guardam eternamente o homem.

Escriba translúcido

Escriba que faz uma cova faz um cemitério
 
Deambulações Nocturnas

*Insano*

 
*Insano*
 
Na calada da noite sinto a tua vigia,
Que pulsa em todo o meu ser,
Que ecoa com os sons mais frios da poesia,
Fazendo o meu corpo implorar por mais prazer,
Nas lacunas da escuridão do meu querer…

E são constantes os toques do meu viver,
Que queimam inspirando o teu olhar,
Que obriga o meu corpo a morrer,
Pelo veneno que escoa no beijo que me queres dar,
Com o sangue entoando o ofuscar.

Verti outrora lágrimas com a loucura a desabrochar,
O pano caía e eu mais e mais queria,
Desse olhar que me esmagava ao tentar violar,
Que bebia todo o sangue com a ousadia,
De um insano que me desejava amar!

Na calada da noite já senti vezes sem conta a tua vigia,
Sem se quer me importar,
Quem precisa de anjos e da alegria?
Contigo são incoerente que me quer sugar,
Toda a vida por um prazer que anseio optar!
Marlene

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*Insano*

Não me queiras tirar de letra

 
Não me queiras tirar de letra
 
Sou um ser imprevisível
um cartel de incoerências
Nâo queiras interpretar
os sinais nas entrelinhas
Só vês cravos onde há espinhas
já arderam os fusíveis
de quem me quiz entender

Sou de mim tão inconstante
tipo caixa de surpresas
Visto às vezes de arrogâncias
nem eu sei do que sou capaz
Já me rendi ao desatino
de ser um quebra-cabeças

Queres um conselho?
Não te armes em espertinho!
Não me queiras tirar de letra!


Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Não me queiras tirar de letra

A noite cavalga no meu peito

 
A noite cavalga no meu peito
Neste peito prensado de luar
Galopando o meu corpo vagueia
Na arrojada essência de ficar

Percorro as areias movediças
Em equilibrados saltos mortais
Sinto-me um mero saltimbanco
Em plenas acrobacias sequenciais

Voo no prolongamento do tempo
Nos braços da divina loucura
Estonteando o meu corpo sedento
Orvalhado-o de suave ternura

A noite morre à beira do sol
Nas madrugadas sequiosas de cor
E nos meus olhos impregnados
O gosto salgado do teu sabor

Escrito a 15/06/09
 
A noite cavalga no meu peito

palavra vadia

 
palavra vadia
 
foges, foges de mim, e nada posso fazer

foges dos amanses, dos aparos dos arrebites
rejeitas o domínio da espera e assim me desespera
vê-la solta por aí sem o trato que quero conceder

foges, foges de mim, transgredindo a perfeição
tão minha pretensão de te querer dominada
para te cobrir de purezas
e só depois,
somente depois
poder te libertar

rebela-te, absoluta e nua
andas por aí como vadias nas ruas
perambulando sob tantos olhares

que de repente possam não vir a
querer (te) entender...
 
palavra vadia

VERA

 
VERA
 
Vera varria a varanda e ria,
De forma estranha em demasia,
Não era riso natural eu percebia.
Não sei se ria do que via,
Ou se ria do que não via.
Da via de onde eu a via;
Eu via o quanto ela ria,
Todavia, os por quês eu desconhecia,
Talvez os pormenores só ela sabia,
Ou certamente, nem ela sabia.
O que varrer ali já não havia,
Mas Vera varria, varria, varria
E insanamente ria, ria, ria!
 
VERA