Poemas, frases e mensagens sobre vida

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre vida

A Minha Carne É Feita De Livros

 
 
A Minha Carne É Feita De Livros

A minha carne é feita de livros...
de histórias da carochinha
vividas no vapor da boca
que no adeus da aurora
cobriam de magia
o tormento do meu travesseiro

A minha carne é feita de livros...
encaixados à força da régua e do carimbo
do "tens que aprender a lição!"
enquanto lá fora...
a saia primaveril que vestia os meus sonhos
me inundava de interjeições...

A minha carne é feita de livros...
e rogo a quem os abriu
o milagre de jamais os fechar...

Luiz Sommerville Junior, 2010

In a Madrugada Das Flores, Edição Waf-Corpos Editora.

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A Minha Carne É Feita De Livros

A Luz Da Minha Vida

 
 
A Luz Da Minha Vida

Amor
apenas sei
escrever(te)
com dez estrelas
nas minhas mãos ...
mas há uma constelação
encravada na galáxia
destes meus dedos
sem luz ...

Luiz Sommerville Junior, 19 Outubro 2014, 22:12
 
A Luz Da Minha Vida

SIlencio em mim... de mim... para mim... cá dentro.

 
SIlencio em mim... de mim... para mim... cá dentro.
 
 
O grito no silencio
É como os sons dos diamantes
Cortam no vácuo a anos luz do tempo

Paro

...

Penso

...

Na introspecção paro o meu pensamento
E ouço o grito do silêncio interior
O grito no SIlenciar da mente sã,
Entoando o som vocálico da vida
No inefável incensário
Caderno meu de fogo vivo
Que flameja no espelho
Refletindo o melhor do meu ser

...

Num papel dourado
Da paisagem escalvada
Donde o negro dos olhos veem a cor
Da agitação das partículas de ar
Nos cumes do monte-Roraima
Monumento que em meu devaneiar
Faz movimento em meu olhar

...

O que produz o mais puro prazer
O descanso para a minha loucura
Nas cidades perdidas no tempo
Que rasgando o SIlencio
A Verdade e a Justiça prevalecerá

...


No que esta escrito no coração
Por não haver papel para escrever
Fica somente o que é essencial
Pois, a humildade é coisa de louco
Quando achamos que temos...
Já a perdemos...
Numa estranha vontade de tê-la

...

Na tela d'alma pintada
Com a tinta eterna
Onde nada e nem ninguém
Pode apagar as lembranças
Do amor vivificado no espírito
Gravada na memoria das vidas
Após vidas

...

No SIlenciar em mim

...

De mim

...

Para mim

...

No voltar a reencarnar
No fogo vivo da vida
Do que eu acredito

...
Ray Nascimento
 
SIlencio em mim... de mim... para mim... cá dentro.

Deus das Palavras

 
O escritor é um Deus das palavras.
No princípio sua imaginação transcende
as imagens que surgem em sua mente
e atravessam o firmamento do que ele entende.
Ele imagina céus em cada texto,
ele conhece terras em cada interrogação,
sente sensações em cada exclamação.
Nas trevas, ele mostra a segunda face do abismo,
nas águas, ele batiza sua criação e alivia sua sede,
diante da luz, ele faz da Lua a eterna musa do Sol.
Sua poesia une as noites frias com o calor dos dias,
as tardes chuvosas com os desertos das madrugadas,
os passados saudosos com os desejos nos futuros
e o agora vívido com as preguiçosas manhãs.
Suas composições ouvem a voz dos oceanos,
suas canções navegam com o perfume da maresia,
enquanto sonha com sua criação deitado numa rede,
naquela praia onde seus olhos conheceram o mar.
O Poeta é um Deus criador de versos.
Se ele finge, sonha ou sente, somente ele pode dizer.
Seus livros nascem iguais estações do ano,
no outono ele une as folhas escritas com seus poemas,
no inverno ele permanece entorpecido, em gestação,
na primavera ele lança as sementes nos corações
e no verão ele colhe a luz da sua manifestação.
A obra do escritor transcende sua existência,
transforma-se num legado indelével, intemporal
e permanece insigne na lembrança do seu leitor.
 
Deus das Palavras

APENAS UMA MULHER

 
“A VIDA É TODO O BEM QUE DE VERDADE TEMOS, MESMO QUE NÃO A POSSAMOS PEGAR PODEMOS A SENTIR EM SUA PLENITUDE”

ÂNGELA lUGO


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APENAS UMA MULHER

pelo poema que és

 
tentei dizer de ti o ébano que voa sobre os travesseiros
de tuas mãos duas asas se oferecendo pra voar-me
tentei dizer dos teus olhos verde-cana adoçando mar
e mais do teu andar, plumas tranquilizando-me o olhar.

quis dizer-te do raiar da aurora, tua voz macia, senhora
fazendo ponte tua boca à outra margem do oceano
e do teu colo, o território pra tuas crias beberem da fonte
e do teu canto, toque de brisa a enxugar os prantos

quis dizer-te em poucas ou muitas linhas
do alvorecer às varandas de muitas tardes
nos tapetes, nas leituras sob teus olhos flor docilidade...
quis dizer das sombras do pomar
sossego de tuas mãos tão férteis
(ainda) agora

quis escrever de ti um poema, que para
meus olhos te sentirem sempre perto
mas, palavras não superam tua presença, amor e sorriso...

minha mãe, meu apoio, minha estância, meu abrigo
 
pelo poema que és

Náufrago, deste (a)mar

 
No rio obscuro da vida
existe um barco á deriva
nas aguas paradas no tempo
deste tempo que se perde
na sombra das tuas brumas

O barco desliza inquieto, ávido
espera a luz do amanhecer,
onde o sol seque a humidade
que goteja perene de querer.

São tantas as gotas gotejadas
e tantas as fragrâncias exaladas
que em arrojado ondular desliza,
nas pacatas águas da vida
o barco náufrago, deste (a)mar

(E lá… )

Onde se funde o rio e o mar
na meiguice de um raio de luar
tu barco, deixarás de te perder,
descobrirás os teus velhos remos
e nos braços de um renovado ser
permanecerás firme, pungente,
neste rio que o destino
não quer ainda destruir

Escrito a 23/11/09
 
Náufrago, deste (a)mar

Que me importa?!

 
Que me importa?!
 
QUE ME IMPORTA?!

Que me importa que seja tarde?
Que esteja à mercê da vida
A mercê da saudade?!
Que me importa que me achem louca varrida?
Ando à mercê!
Deste tempo que me deprime, me faz sofrer
Aqui, onde anoitece e só eu vejo, ninguém mais vê
Aqui onde a esperança já não quer acender.

As horas vão passando!
E eu no assento me remexendo
Nesta viagem louca, mansamente caminhando
Ou dando caminho à Vida e nela me perdendo.

A quem importa se trago o coração cheio ou vazio?!
A quem importa que a noite que adensa me traga frio?
Que me importa se as lágrimas que chorei secaram
Ou se me esquecem até os que me amaram?!
A Vida quebrei! Estilhacei!
Quero lá saber se os cacos juntarei...
Ou voltarei a juntar!
Se ninguém vai saber, nem perguntar.

Cerro os dentes, calo a voz
Só eu e a melancolia no portal da minha porta,
esta me faz companhia, se senta comigo,
Estamos sós!
A Vida nos pôs de castigo.
Não me importa, já nada me importa.

Na garganta me ardem os gritos
Sufocados, p'la solidão desesperados
Já lhes ouço o eco, dentro de mim aflitos
Que me importa? Pois que fiquem também eles a um soluço confinados.

rosafogo
 
Que me importa?!

A Lua dos Mortos

 
A Via Láctea
Cintila um funeral
Em cada galáxia
Acende um castiçal
Iluminando os caminhos
Que levam os mortos
Para o Planeta Terra.
A água extinta de cada corpo
Coagula o sangue dos canais
Que solidificam a rede da vida
De modo frio e absorto.
A sede aumenta a dor do mundo
Na mesma proporção que santifica
O entendimento do moribundo
E ensina o desapego para quem fica.
A Lua dos mortos passeia
Nos jazigos abandonados pelas mentes
Por calafrios e ranger de dentes
No despertar de cada ceia.
Da sombra dos seus pecados
Os defuntos acordam machucados
Com sua altivez profunda
Sabendo que não há mais segunda.
No vale das trevas
Ecoa o canto da coruja negra
Anunciando para as brumas
Abrirem ampla passagem
Nas alfombras das veredas
Onde nascem as violetas.
As estrelas caem do céu
Chorando a saudade
Dos que ainda estão vivos
Cobertos por um véu.
Velas acesas, flores de plástico,
Rezam o terço com tristezas
Diante da fotografia.
Sepulcros mistificados
Onde tudo é fantástico
Continuando o fim
Do show da vida.
 
A Lua dos Mortos

Parabéns amiga

 
Parabéns amiga

Parabéns querida amiga
Obrigada por existires na minha vida
Parabéns pela tua beleza partilhada
Por tua imagem e juventude irradiadas
És vida, és alegria, és a esperança de cada dia
Pela alma sempre ardente dessa amizade
Pelas palavras que sempre tens para comigo
E nessa separação de um oceano inteiro
Onde as ondas te trazem até mim
Na brisa maritima que me susurra o teu sorriso
Nas bonitas nuvens que posso contemplar
Por gostares de mim e principalmente de ti
Gosto muito de ti assim
Linda na beleza da tua natural existência
És um caminho de Deus em aberto
E me concedeste a honra de ver esse caminho
Até ao teu coração eu sempre sigo
Para sentir essa alegria que me faz feliz e
Por tu fazeres parte de minha vida
Eu te desejo que sempre sejas feliz
Obrigada amiga querida
Obrigada Janna

Eureka/Maria
 
Parabéns amiga

Despertam rios nos teus olhos

 
Toca o clarim da vida…
Ao longe debanda a passarada
Já a aurora se insurge
Nos céus, um sol de alvoradas

Há vozes feitas de cânticos
No ar, um latir safado
Há lírios nos meus encantos
Crianças às gargalhadas

Despertam rios nos teus olhos
Azuis, de água marejada
É benta feita de luz
Remanso da minha alma

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Despertam rios nos teus olhos

Barquinhos De Papel

 
 
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Barquinhos De Papel

Quero que os meus versos
sejam humildes
como humilde foi o meu nascer:
cinco letras gritando
na boca da minha mãe
cinco letras sorrindo
nos olhos do meu pai

Quero que os meus versos
sejam humildes:
cinco letras entranhadas
no corpo da minha amada

Cinco letras vivendo
no meu filho eternizadas

Sim!
Quero que os meus versos
sejam humildes :
cinco letras apagadas
pela terra que as guardará

E... a chuva impertinente
a levar os barquinhos de papel
no tempo
de quem (não) me viu





Luíz Sommerville Junior , 060220142245 , Eu Canto O Poema Mudo

* cinco letras ou o meu nome - Jorge.

Leia também ... Original
 
Barquinhos De Papel

Como uma rosa Azul

 
 
Queria ser como a rosa azul
Viver meramente um dia
Ser a tua primavera, o teu Verão
O teu Outono, o teu Inverno
Sentir a fragrância da tua pele,
Tuas mãos docemente no meu rosto
Com a macieza das pétalas azuis.
Sentir o prazer de ser especial
Somente um dia, que importa
Como a rosa azul

Afogar a saudade no sabor do teu odor
Saciar o sonho perdido num olhar ardente
Mergulhar na limpidez orvalhada
Que afaga as tuas pétalas imortais
Diluir–me na imensurabilidade de ti
Um dia, uma vida, uma eternidade.
Morrer e renascer como a rosa azul

Escrito a 2/11/08
 
Como uma rosa Azul

Quando me for...

 
Quando me for...
 
Amanhã será outro dia
Vivo o presente
O futuro ninguém o sabe!
Só O Senhor!

Sejamos felizes
Enquanto podermos.
A vida é para ser vivida
Com amor, com dignidade, com alegria, com esperança!

Olhemos o Horizonte
O Sol brilha, fusco fusco é a noite
As estrelas iluminam, a lua nos fascina a alma com seu encantamento!

A saúde é a chave.
Se não nos cuidarmos ela vira folha!

Então cuidemo-nos enquanto é tempo.

Amanhã poderá ser tarde para cada um de nós!
Vive o agora protegendo-te.

Da vida malígna
Do amor muribundo
Da má influência
Da má digestão

A chave não terá serventia!

Tu,
vira pó
do mesmo jeito.

Hoje sou carne
da mesma carne
respiro.
Fui sopro
antes pó.

Viemos á terra
a ela iremos repousar.

Quando me for...
virarei pó!

Antes olharei o céu
Brilharão as estrelas
O sol terá cor
A noite chorará de saudade!

Esta será a minha...

Deixarei nesta terra a minha passagem estreita,
o meu caminho, a minha afeição
escrita pela minha mão nas páginas brancas da vida!

(LuZ)LuísaZacarias(LuZ)
 
Quando me for...

A Fogueira

 
A Fogueira
 
Como uma árvore, que acariciada pelo vento, balança suas folhas em chamados.

Como a chuva, que escorrega maliciosa, nas paredes dos prédios, trajetória seguida por um ponto.

Como a música, que inflama a alma e eleva a matéria.

Como o doce, que lambe-se.

Como pelos, que aquecem, fogem presos e flutuam até pousarem entre nossos lábios.

Como segredos, que aproximam os lábios da pele em sussurros.

Navegar sobre, entre, para, além.

Oceano dos céus. Entre vidas.
Para sempre. Além do bem e mau.
 
A Fogueira

Trago Gôndolas Venezianas

 
Trago Gôndolas Venezianas
 
 
A vida
que nunca me quis
nessa viagem que ninguém pegou
é daninha de raíz
no todo do nada que sobrou!

Fossem ventos
seriam facas que cortam o ar
fossem chuvas
seriam martelos que despregam cavernas
fossem terramotos
seriam torpedos estilhaçando o adn
fossem o que fossem
seriam esse foram que não foi

Lá longe, num canto perdido de nós
gasto, velho, enferrujado, puído
um trem repousa seus restos...

entretanto no meu olhar
perpassa como um avião
o *TGV do coração ...

LSJ, 2908201018:46 in Távola De Estrelas

* TGV (Train À Grande Vitesse)
 
Trago Gôndolas Venezianas

Saber de ti

 
Há cousas que não vejo e não são poucas
As outras sendo vistas só por outros
As poucas que me acendem vão-se aos poucos
Se apagam para dar a vez a outras

A pouco e pouco vou desaprendendo
Para aprender além, algo de novo
Mas sempre esqueço alguém quando me movo
E doi saber de quem me vai esquecendo

O que eu queria desta vida era saber
Escolher o que lembrar e o que esquecer
E não ter nem que perder nem que ganhar

Queria voltar atrás no tabuleiro
Deixar o jogo a meio o tempo inteiro
E saber da tua peça o teu lugar
 
Saber de ti

O peso da Medalha

 
O peso da Medalha
 
Com o cheiro da pele vívida e queimada,
Cansada pelo prazer do peso do ouro,
Caiado em cada relevo dessa austera medalha,
Sofre o tempo que se viu vencido, perdido,
Por mais uma guerra, por mais uma batalha!

Foram cruéis as épocas filtradas no esquecido,
Espaço que outrora foi por ti engolido,
Não havendo uma lancha que salvaguarda-se,
Corações verdes e com um ar ainda florido,
Do sangue escorregado, perdido na esperança…

Ainda tem talhada a frase da sua vida,
Resumida na criança, que brinca na lembrança,
Que existe bem guardada nessa membrana despedida,
Que outrora curou suas chagas na dança,
De uma alegria, de uma confiança!

Como grita o véu outrora despido!
Arrancado por um Amor desnutrido de Ti,
Carapaça que alberga um mistério, desmedido,
Um corpo, um ânimo que encadeia com a luz, o brilho!
Que carrega o mérito merecido…

Ainda sinto o peso da medalha,
Que na pele arde! Na pele de vidro,
Condecorada por uma vida, uma batalha…
Marlene

Read more: http://ghostofpoetry.blogspot.com

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A pele que nos veste, que nos acompanha toda a vida... Guarda nela todas as marcas, traçadas, medidas, vividas!
ABraços e Felicidades.
 
O peso da Medalha

Se o relógio parar

 
Se o relógio parar
 
SE O RELÓGIO PARAR

Enquanto na luz dançam grãos de poeira
e o relógio taquetaqueia
eu medito cansada e absorta
sentada, com o livro à minha beira
haja quem leia!
Que hoje não leio nada, estou morta.

Estou o tempo a controlar!
Ele que tanto me contraria
e se a poeira assentar
talvez escreva poesia.

Não faço ideia da hora
a vida está toda na minha mente
agora até ela me ignora
me dá sempre uma resposta diferente.

Gosta de me desencorajar
e o relógio continua a taquetaquear.

À minha frente minha chávena de chá
olho fixamente a janela
estou só, tanto se me dá!
Que ninguém se aproxime dela,
escrevo meias palavras e ao de leve
bebo meu chá, um suspiro me susteve,
de dar um grito, prefiro a serenidade
assim me deixo na sombra da tarde.

o tempo tanto me contraria
mas o relógio parou
a poeira assentou
e eu escrevi esta poesia.

Poesia de saudade!

natalia nuno
 
Se o relógio parar

É que o Sonho?!

 
É QUE O SONHO?!

Não quero perder-me na pressa
Quero acertar-me com a Vida
À nascente a àgua já não regressa
Entrega-se ao mar decidida.
Que vida é esta?
Que às vezes me deixa sem chão
Sobressaltada?!
Só meu corpo trémulo me resta.
Fruto amadurecido, caído,
No chão da estrada.

Já fui tempestade, furacão
Agora um suspiro de pouca duração!
Que me digam, ainda que seja atroz
Que a vida já não é vida!?
Digam rindo, mas deixem-me depois a sós,
Façam-no! Façam-no duma forma brutal
E repetida.
Não vos levo a mal!
É que o Sonho?! Ainda por aqui se esconde!?
Na alma vive já só a saudade,
O coração, se anda, nem sei por onde.
E a Vida?! Pode já não ser verdade.

rosafogo

Cito palavras da Poeta e amiga STEREA que li num comentário e que me levaram a postar.

-Tentando podar a minha árvore-alma com respeito e dedicação faço das palavras o sabor que me aprouver... e sirvo-as, para quem mas tomar com alma.

Sou mesmo uma mosca difícil de enxotar!

rosafogo
 
É que o Sonho?!