
Amor e Cinzas
Existe sempre uma doce lembrança
que se eterniza em minha alma,
que me harmoniza na esperança
de encontrar luz nesta escuridão eterna.
Nesta imensidão de ásperas cavernas,
onde cada eco de profundo delírio
confunde-me com a irrealidade de um desejo
de escapar desta tirânica prisão.
Desta dor imensa — minha masmorra,
meu martírio —
eu não sou o cadáver que anda;
todo cadáver tem seu fúnebre cortejo.
Meu único ensejo é a solidão.
Sou como a chama da lareira na varanda
que, de tão fraca e obscura, só existe na lembrança
das cinzas de meu pobre coração.
Alexandre
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