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Poemas : 

a ausência

 
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Zita Viegas















 
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atizviegas68
 
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Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 02/12/2018 10:20  Atualizado: 15/12/2018 11:22
Membro de honra
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 Re: a ausência
Texto ímpar com todas as características genuínas que a diferencia da turba e da arraia miúda. Como gosto! Abraços que cheguem à linda ilha!


Enviado por Tópico
Volena
Publicado: 02/12/2018 16:03  Atualizado: 02/12/2018 16:03
Colaborador
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Localidade:
Mensagens: 12514
 Re: a ausência P/ atizviegas68
Um poema magnífico, adorei, beijinho Vó


Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 05/12/2018 12:01  Atualizado: 16/12/2018 10:23
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Localidade: Azeitão/Setúbal, Portugal
Mensagens: 2085
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Enviado por Tópico
nereida
Publicado: 12/12/2018 11:34  Atualizado: 12/12/2018 11:34
Colaborador
Usuário desde: 27/08/2017
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Mensagens: 1369
 Re: a ausência
Muito lindo! Gostei deveras.
Abraço carinhoso

Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 15/12/2018 11:19  Atualizado: 15/12/2018 11:19
Colaborador
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Mensagens: 1605
 Re: a ausência
O poema começa muito bem logo com o primeiro verso. Ele ordenou-me o comentário.
“A janela converte-se em espelho”. Gosto do tempo verbal. O presente do indicativo, neste caso, soa-me mais a gerúndio, que li algures poder ser chamado de presente perfeito.
No verso podemos ler com facilidade, num sentido metafórico quase directo, que há um tempo para observar e outro para refletir. A conversão delimita essa consequência. Não é o espelho que se converte em janela.
Surge também que na lei da vida (generalizando) a aprendizagem faz-se em primeiro lugar pela observação do que nos rodeia. A janela é precisamente essa expressão do olhar.
Mas, essa mesma aprendizagem, da relação com o mundo, com os outros, e do vazio, acontece com o pensamento, com o auto-conhecimento, num estado de amadurecimento.
E daí “…No tardar do ser vem a certeza…” continuas. E muito bem.
Contudo a personagem principal deste poema é a “ausência”, contida sim no sangue, no sol, no tempo, nas sombras que nos permitem achá-lo, medi-lo.
A ausência é uma definição, ou limite, necessária. Embora seja uma lacuna por sinónimo, ela preenche as nossas lacunas e dá sentido às nossas frases, permite os pensamentos, alimenta o espelho.
Havendo ausência no sangue e o coração ondeando, parece que surge uma relação com o lamento, com o tempo que foge e que há que dar-lhe o devido valor, não o ocupando à toa.
No fim, segundo o que acredito, todos seremos ausência. E depois de nós tudo será ausência, no fim das janelas e dos espelhos.
Acho que foi isso que li na última estrofe. Dessa inevitabilidade agridoce que nos compõe o dia-a-dia.

A procura de metáforas invulgares foi muito bem conseguida. A comparação, na segunda estrofe, que quer salientar o contraste, também.
Obrigado, mais uma vez, por trazeres literatura a este espaço.


Enviado por Tópico
ZESILVEIRADOBRASIL
Publicado: 17/12/2018 10:57  Atualizado: 17/12/2018 10:58
Membro de honra
Usuário desde: 22/11/2018
Localidade: RIO - Brasil
Mensagens: 228
 Re: a ausência
coube na minha leitura, expressão semelhante à:"...na lei da vida (generalizando) a aprendizagem faz-se em primeiro lugar pela observação do que nos rodeia."
extraí do fecundo comentário do Rogério Beça.

o olhar do poeta é a janela para o tempo; e a poeta foi abrangente nesse texto. congratulações.


um abraço caRIOca