Poemas, frases e mensagens sobre realidade

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre realidade

Procuro o significado

 
PROCURO O SIGNIFICADO

Para o passar das horas
procuro o significado
Palavras me vêem à mente
Trazendo-me sempre o mesmo recado.
Há ainda um Amor orvalhado
E uma saudade premente
Sei porque choro,
Só não sei porque me entrego
No frio dos meus dias
Nas minhas manhãs sombrias.

Ficam as palavras, que não me deixam só
São minha realidade, meu Universo
São o sabor da Vida,também a poeira o pó
Que deposito no fazer de cada verso.

Pó para onde meu corpo escorrega
Já me deixo ir,de mim faço entrega.
É esta a minha realidade.
No passar das horas, este tempo me pega
Me leva p'ra onde não há regresso
Só a saudade!
Então estrelas serão minha companhia.
A ti Vida já nada te peço
Já tão pouco te pedia?!

rosafogo
 
Procuro o significado

Periferia de mim

 
Periferia de mim
 
Circunscrevo-me à periferia de mim
ao subúrbio da minha aura de tão gasta
precária é a bolha que me protege
do submundo da minha fragilidade

Julguei-me imune ao arrabalde da agonia
Subestimei a dor contígua ao mal alheio
Dentro de mim ficou o peso da ironia
De um destino traçado num céu sem freio

Afinal, é atingível o disfarce do poeta
De carne e osso a sua vulnerabilidade
Um ponto fraco, um medo que o acometa
Ter de algum dia enfrentar a realidade

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Periferia de mim

A Folha em Branco

 
A Folha em Branco
 
A Folha em Branco

Um dia igual a tantos outros:
um amargo de boca que me queima
os lábios e esvazia o peito.
A fala é simplicidade no labirinto:
amar a quem não ama, sem esperança,
expropriado de tudo.
Sou a porta, entreaberta.
Como posso existir na penumbra dos meus sonhos?
Sou velho, de face enrugada.
Tu resplandeces!
Aura flamejante!
O mundo cai a teus pés,
como eu caí aos teus.


Neno
 
A Folha em Branco

Doces Mentiras

 
Doces Mentiras
by Betha Mendonça

Supondo haver mentira doce,
Creio na doçura das palavras,
Creio que sejam verdadeiras,
Creio no que quero ser verdade.

Como crente e apaixonada,
Nego questionar os cernes,
Os antes, durante ou depois...

Vinculo e ajusto a realidade,
Ao tamanho de meus sonhos,
Sejam ínfimos grãos de arreia,
Ou infinitas galáxias inteiras!
 
Doces Mentiras

Sonhos são realidades!

 
Sonhos são realidades!
 
Trago sonhos!
Trago tantos sonhos!
Sonhos vazios de nadas
Sonhos amigos sem asas
E sonhos, de solidão.

Trago sonhos!
Trago tantos sonhos!
Sonhos densos de ilusão
Outros guardados estão
Dentro de um botão
E sonhos,
trago sonhos
que me querem dar a mão.

Trago sonhos!
Trago tantos sonhos!
Sonhos ocultos que me seduzem
Sonhos cativos que me atropelam.

Trago sonhos!
Trago tantos sonhos!
Sonhos ébrios e cansados
sonhos desejados
e sonhos, adormecidos
nos caminhos longos e mágicos.

Trago sonhos!
Trago sonhos pelo chão!
E sonhos livres
no rosto afável de um clarão
trago tantos sonhos
sonhos partidos noutra dimensão
que vêm sempre comigo
todos eles
amarrados á paixão!
 
Sonhos são realidades!

TREM DE SUBÚRBIO

 
TREM DE SUBÚRBIO

Noite. Por essas vias baldias
De neons nublosos e vermelhos
Través espelhos cegos, insinceros
A riscarem reflexos revelhos
Um relho delírio me ocorre
De tanto sacode esse trem parelho

Não. Não nego sonhos a rodarem trilhos...
Só procuro, do dia, legítimos rastilhos
Brumas dos rebrilhos da manhã perdida
A diluírem empecilhos da jornada
N’um chorrilho de luzes frias e castas
De realidade vasta, arrelia e intacta...
 
TREM DE SUBÚRBIO

À Vida (Tua frieza)

 
À Vida (Tua frieza)
 
À VIDA (TUA FRIEZA)

Tua frieza aumenta o meu desespero
E diminuí a minha esperança a metade
Já morre meu coração no peito,e espero
Que sinta o doce morrer leve da saudade.

Deixo-me levar, à Vida não peço ajuda!
Afronto, enfrento a sua dura realidade
Ao meu destino não há sorte que acuda.
Tudo o que agora me resta é a saudade.

Mal te vi, tão breve e tão pouca!
Que tudo ao meu redor, já escurece.
Trago sombra no olhar como o de louca.

E já do que fui nem lembro mais agora
Só o coração ainda bate e até parece,
Que veio p'ra ficar!? Mas eu, vou embora!

rosafogo
 
À Vida (Tua frieza)

TOCANDO O CHÃO

 
TOCANDO O CHÃO
 
TOCANDO O CHÃO

Hoje sou a solidão

Porque tantos erros fizeram assim

Nas passadas incertas

Perdi o caminho seguro

Restaram pedras, galhos secos, o escuro

A vida foi-se como água entre os dedos

E restou um vazio gelado

A saudade do passado

Hoje sou a solidão

Que invade rindo de mim

Zombando da minha busca fracassada

Que a cada dia me deixava cansada

Apostando em amores bandidos

Cheio de ilusões, tolices, sonhos falidos

Hoje sou a solidão

Porque não aprendi a tocar meus pés no chão

Apenas entre nuvens caminhei

E nesse vôo tão alto desabei

Descobrindo que amar de verdade

Acontece quando se acorda pra realidade
 
TOCANDO O CHÃO

Definição de ti

 
Tu faz-me menos só
diminui o peso da mó
que me mói todo dia.

És um raio de alegria.
 
Definição de ti

Epístola – 20

 
São Paulo, 11 de janeiro de 2015.

Fragmentos de mim

A primeira vez que nos possuímos, foi uma experiência incrível.
Incrível mesmo, pois você não sabia, mas estava realizando alguns dos sonhos a muito desejados por mim, é por isso que faço questão que saiba o quanto fora importante.
Desde que nos conhecemos eu percebi que poderia mesmo realizar sonhos.
Poder amar você já era a realização de um sonho.
Descobri que você possui a mesma estatura que o homem dos meus sonhos.
Que os encaixes de seus braços moldam meu corpo com perfeição, idêntica aos dele.
Você exibe o mesmo tom de voz, a mesma textura na pele, o mesmo fascínio em locomover-se, a mesma forma de me olhar, banha meu corpo fitando-me.
O meu lugar preferido de todo o mundo, pertence ao homem dos meus sonhos.
É um lugar aconchegante onde me sinto protegida tanto o corpo como a alma,
e você é portador de algo semelhante.
Ao tocar-te, beijar-te, olhar-te a mesma sensação me toma o ar, igualzinho, igualzinho ao homem do meu sonhar.
Há um oásis em minha realidade que difere o meu desejo de sonhar.
Como pode na realidade não me amar, se em meus sonhos sou eu quem lhe toma o ar?

Enide Santos 11/01/15
 
Epístola – 20

DONA DO MEU VIVER

 
DONA DO MEU VIVER
 
Quem é esta que surge de minha alma?
Que se fez raiz e cresce a cada dia...
Nasce como um ser, dona do meu viver.
Tu vives em mim, moras no meu coração.
Nas minhas fantasias...
Mortos ressurgem,
Flores brotam,
Paixão torna-se amor,
A solidão tem companhia,
Nas trevas tem luz.
Sou menina, moça, mulher;
Sou pássaro, voo de um extremo a outro...
Às vezes quero libertar-me de ti;
Ah, mas a saudade logo vem,
Tu imperas na minha alma com fulgor.
Tornando-se mais forte que eu,
Dominas meu ser,
Possuí-me em qualquer lugar e hora...
Como os amantes no ápice da paixão.
Ora és como um bom vinho, transborda alegria...
Ora és como a morte, transborda a dor sentida no âmago.
Ora és como unguento que perfuma a vida de um fino olor!
Tu és minha própria vida:
Vida, que dá vida aos meus sentimentos POESIA!

05/05/2014
 
DONA DO MEU VIVER

Sobre a Realidade

 
Sobre a Realidade
 
Sobre a Realidade
by Betha Mendonça

A realidade é feita de pés descalços em chãos frios colados na neve. É claridade da luz em rostos que pedem a penumbra das nuvens a voar sem destino. É o tino ante a vontade do desatino, tal sino que desperta do sono que não se quer acordar. É a visão do que deve ser quando os olhos desviam para o que (quem sabe) pode ser.

Real é o dito papável, mas o quê mais palpável que a mão a agarrar o vento e dele aspirar e provar o improvável, só pela força do pensamento? Ver cavalos selvagens a galopar pelos pastos, enquanto unicórnios dourados iluminam os campos.

A realidade é um rei tirano que obriga a gente a agir de acordo com o politicamente correto, com regras preestabelecidas por uma eminência parda má; olhos de águia e nariz adunco, que sem misericórdia leva as pessoas a agirem sob as regras impostas até mesmo ao coração.

É um cercado de arame farpado que circunda e prende os sonhos, para que
eles não se rebelem, e, tomem conta de tudo e causem desordem no cotidiano das pessoas.
 
Sobre a Realidade

PARABENS FILHA

 
Hoje eu parei para escrever,
Alguma coisas assim para voce.

No dia em que voce nasceu
Vinda do amor de seu pai e eu
Um lindo presente que o senhor nos deu
A realidade de um sonho meu

E quando voce chorou,
Deus me ensinou uma nova canção.
Seus olhos de um anjo pequeno,
Coisas que de mim não saem.

A primeira vez que me chamou de mãe
É de alegria que meus olhos choram
Meu pequeno anjo que agora me fascina.
Para mim voce será sempre minha menina.

Filha onde voce vai,pode não sobrar um lugar para sua mãe,
Mas tenha certeza que vou sempre estar
Perto de voce onde quer que vá.

Não quero ser sua dona,
Isso é so um cuidado de mãe,
Filha eu TE AMO.

Música de Rick e Rener.
Feliz aniversario minha filha querida.
 
PARABENS FILHA

ENTRE MINHA CASA E CRETA

 
ENTRE MINHA CASA E CRETA

Numa esquina descoberta
Entre minha casa e Creta,
Um labirinto instalado,
Circunscrito, limpo,
Arrumadinho...

E as portas se abrem
Para brilhantes salões nobres
Com seus ricos comes e bebes
E seus confrades falastrões

Outros portais dão em jardins
Enclausurados e enormes
De pássaros multiformes
Cobertos de plumagens esnobes
Eles não trinam, não voam...
Enfeitam...

A mão passeia,
Sobrecarrega-se de arestas
E se abre, em frestas
Derramando-me visões
Em fileiras
De pedras de dominós

E eu escapo um instante
Destes corredores
Convenientes, agradáveis
Contorcidos em elegantes nós
E me aconchego aqui
Nesta bagunça abstrato-concreta
 
ENTRE MINHA CASA E CRETA

Véu de Maia

 
O que é real?
E o que é conseqüência?
Envolto na luminosidade dos teus trapos
Estão cuidadosamente escondidas
As lacunas do ser.
A luminosidade do dia que cega
Ofusca o breu noturno
Que indaga aos meus olhos:
È real o que se pode ver?

Intangível véu de serenidade,
Impalpável véu de segurança.
Equilibrando o caos numa balança
Que pesa a medida entre o bem e o mal.

Castigo ou herança?
Qual o verdadeiro propósito
Do afago das sensações?

Até hoje o principal triunfo dela-
Maia-
É separar-me de você,
Fracionar o elo da vida
Em pequenas partes independes de si,
Que guerreiam incessantemente
Para alcançar e sobrepujar o outro.
Como fração insignificante do universo.
Não nos permite perceber que o bem que lhe faço
Faço a minha própria existência.

A “irracionalidade” da natureza
Mostra-nos que a peça é parte do todo
Assim como o todo é parte da peça
Teatral ou mecânica,
Visceral ou trivial.

Para transpor-te
Vale a velha máxima
Se teu olho te faz tropeçar arranca-o.

Baseado no livro "O Mundo como Vontade e Representação" Arthur Schopenhauer.
 
Véu de Maia

Egoísmo a dois

 
PARA SER AMOR, TEM QUE TRAZER A EVOLUÇÃO DO SER, OU É APENAS IRREAL (IMAGINAÇÃO).
É ASSIM QUE EU percebo o amor, fluindo em meu ser.
 
Egoísmo a dois

Poesia ao raiar do dia

 
Dos desnortes que se passam em agudo sonido,
Não, não "olvido",
apenas afasto!
O reverbero deste distante passo
rodopiante, ébrio e errante
onde tropeço o traço.

Zunem os fonemas em entrelaço,
neste insano espaço,
que brilha ao fim da noite tardia.

Mas, a vida vem e me afasta,
convida para ver, ser,
beber um vinho
ao amanhecer
apreciar o caminho
caminhar ao mar,
sonhar um dia novo,
ver as ondas em rebeldia.

Pergunto-me:

-Isso também não é poesia?

Mudo,
me respondes
com tua boca
à minha boca
ao nascer do dia:

-Não tema, viver é um grande poema!

E solta, flutuo em uma nuvem de paz e harmonia
no céu de tua boca que por dentro de mim sorria...
 
Poesia ao raiar do dia

ACORDO... POIS DURMO.

 
ACORDO... POIS DURMO.
 
ACORDO, POIS DURMO

Acordo,
Logo erro

Desperto
E de pronto durmo

Treinado para a ira
Suportando os segundos

Café cremoso...
Crente, hiberno

Leio jornais de carne
Ataques tribais

Modifico o mundo
Por revoluções abdominais

Ando e calo o peito
Estalos, Badalos

Colossos girando
Roletas zodiacais

Encontro uma moral. Fujo
Aperto os botões usuais

De fora, regrido ao interno
Então acordo. Pois durmo
 
ACORDO... POIS DURMO.

Faz de Conta

 
Faz de Conta
 
Faz de conta que
alguém tem que vencer
para não ficar os dois perdidos;
para não ficar os dois vencidos...

Se você está bem,
então siga seu caminho...
Deixe-me aqui, sozinho,
enfrentando minha realidade.

Deixe-me sentir saudade.
Não posso ficar como seu amigo,
pois corro o perigo

De nunca me libertar.
Vá... Vá viver, vá amar...
Deixe as lembranças comigo.

A.J. Cardiais
16.11.2011
imagem: google
Do livro Poeminhas Açucarados
 
Faz de Conta

O saber sempre me fascinou III

 
Perguntam-me pela realidade das aparências e eu pergunto pela aparência da realidade.
Penso que não temos acesso à realidade, mas apenas às aparências e, não raro, ou sempre, as aparências são a realidade, estranha é certo, mas a única que temos. Não me refiro apenas à realidade do que pensamos ou sentimos (o que é o sentimento de justiça, por exemplo? O que é uma mulher sexy, por exemplo? Ou uma boa acção?), refiro-me também à realidade das coisas físicas. Realço que coisa (res) e realidade são termos equivalentes.
 
O saber sempre me fascinou III