Poemas -> Amor : 

DOIS OLHARES [SONETO]

 
 
Amar: verbo dito no infinitivo,
E em tempos que a sintaxe não domina.
Traduz em cada gesto a dor divina
E, além do sentir, faz sentir-se vivo.

Força eterna que busca novo verso.
Bússola e barco em mar que se transforma,
Rio que a cada pedra se conforma
E renasce eterno no tempo adverso,

Quando um olhar fixa, e outro reconhece,
E criam juntos a mesma esperança,
Tecem um fio que nunca enfraquece

Em nós que a alma revela em sua dança.
Um substantivo que não desvanece
Uma luz que brilha e jamais se cansa.


Souza Cruz

 
Autor
souzacruz
Autor
 
Texto
Data
Leituras
219
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados