Poemas, frases e mensagens sobre crianças

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre crianças

Um menino chamado Noel

 
       Um  menino chamado  Noel
 
Eram cinco irmãos,crianças pobres de--
uma família muito humilde.
Moravam em um lugar bem distante com-
muita dificuldade e,viviam de suas plantações
Noel era o caçula,alegre e muito esperto
sempre estava inventando brincadeiras e,
nadava no rio que ficava pertinho de casa
A mãe de Noel recomendava para ele e-
seus irmãos,para ficarem sempre na margem
e, nunca... nunca fossem para o lugar mais fundo do rio
Algumas vezes o pai de Noel ia para à cidade,comprar algumas coisas que faltavam
mas,de quando em quando. Era tão longe
e o dinheiro era pouco
Sempre que ia,levava uma das crianças
nunca era o Noel por ser pequeno demais
A sua curiosidade era imensa,sabia que na cidade havia muitas coisa lindas e, brinquedos ah! brinquedos, ele não tinha nenhum
Naquele dia seu pai avisou:-Hoje Noel vai comigo!
Seus olhinhos brilharam ao ver tanta coisa linda, aquele caminhãozinho pintado de vermelho era demais!!
Voltando correu para contar o que vira,bolinhas de gude coloridas, quantos brinquedos e o caminhãozinho que beleza
Ao adormecer cansado da aventura
sonhou... Uma fadinha de cabelos dourados
com vestido branco esvoaçante se aproximou
e disse--lhe:-Quando fores nadar no rio observe o que há sob seus pés.
Acordou assustado e, intrigado correu para o rio.
Pisando com cuidado,tentando sentir ou ver algo diferente. Algumas pisadas ops,
pedrinhas cutucavam seus pés, alcançou-as
e viu serem muito brilhantes e,lindas
Assim que o pai de Noel observou as pedrinhas gritou:--Estamos ricos,ricos...são pedrinhas preciosas
A sorte favoreceu a família, nunca mais tiveram dificuldades
Noel quis presentear seus irmãos
seus amiguinhos ,todos que conhecia
Noel tornou-se adulto e, um excelente
pai.
E todos o chamam de
PAPAI NOEL

FELIZ NATAL!!!!!

NEREIDA

Á TODOS OS AMIGOS ,COLEGAS E LEITORES
UM FELIZ NATAL, COM TODO O CARINHO DESTA, QUE SÓ TEM AGRADECER O PREVILEGIO DE ESTAR PERTO DE ALMAS
BOAS . MEU CARINHO PARA O LUSO POEMAS
 
       Um  menino chamado  Noel

pétala de luz

 
estive quase sempre ausente dos dias,
das memórias sem que uma única lágrima se aflorasse
dentro deste amor incondicional
que nos uniu nesta semente diferente,
o vento não escuta e as açucenas não são todas iguais
mas tu que vislumbras o céu
retornas aos meus braços e fazes-me voar contigo
nesta indiferença de jardins desiguais,
e um riacho flutua a poucos centímetros do teu nariz
onde as heras se refrescam diante das tuas mãos,
soltamos gargalhadas sem precisar do olfacto
para sentir o odor das gerberas alinhadas dentro
de uma metáfora improvisada.

serás sempre uma pétala de luz,
dentro das minhas lágrimas de resina

Conceição Bernardino
 
pétala de luz

ADOPÇÃO DE ANJOS SEM SEXO POR CASAIS DO MESMO CORAÇÃO

 
Como alguém pode considerar indigno, uma criança ser criada fora da família tradicional – que sabemos algumas integram as tradições que a seguir vos conto e que uns quantos de vós imaginam - ou que pais e mães que amam o seu mais próximo, profunda e calmamente, de tal forma que enfrentam em nome desse amor, sociedades estigmatizantes e cruéis, como nenhum heterossexual seria capaz de enfrentar mesmo sendo igualmente Homem ou Mulher com letra maiúscula. Porque são esses os generosos e abnegados que chegue para amar e acolher como seu, um menino de Deus, abandonado à sua sorte. E que esses humanos que nada têm de diferente além de trocarem afetos de forma pouco tradicional na sua intimidade, sejam piores exemplos de valores de família, que as tradicionais famílias, que à bom Português discutem à mesa e espalham desamor baseado no baton da lapela do smoking, ou nas excessivas entradas no cartão de crédito, porque é nesses cenários que alguns destes ofendidos com as propostas e que votaram contra, cresceram e se fizeram homens e mulheres tristes, que só conhecem o cinzento ou o azul-marinho. Mas se Deus nos deu capacidade de amar ou odiar, de olhar, de sentir, de cheirar, de gostar ou de detestar, e criou um mundo com tantas disparidades, icons e avatares, porque não havemos de ser tolerantes com os que com essa capacidade de gostar, amam o seu igual, e com a capacidade de detestar sintam coisas menos boas pelo seu oposto. Pois se esses são igualmente capazes de fazer coisas grandes e recheadas de grandes coisas, e colorir o mundo com uma diversidade de pantones que sirvará de inspiração a criativos e artistas a pintá-lo mais tolerante e não opressor. E por outro lado, respondam-me a isto é menos repugnante ou capaz de enquadrar uma familia mais tradicional o estrupador que só viola meninas ou a pedófila que só abusa de meninos, e não os outros? Não é a orientação sexual que faz das pessoas montros assustadores sem valores que saem para ai a viver a sua intimidade à frente das crianças, mas o seu mau interior e os maus valores e comportamentos desviantes criados, alguns deles nas ditas familias tradicionais. Não confundam ou leiam enviesado porque comportamentos desviantes não são orientações sexuais, nem são as orientações que promovem comportamentos desviantes. Sandra Correia PS - Para que se saiba sou heterosexual assumida, mas porque sou Mulher Mãe (com duas maiusculas) não sou capaz de passar indiferente à intolerância e estupidez humana...

Dois dedos de Prosas Socialmente Responsáveis e Politicamente Incorrectas

Dois dedos de Prosas Socialmente Responsáveis e Politicamente Incorrectas
 
ADOPÇÃO DE ANJOS SEM SEXO POR CASAIS DO MESMO CORAÇÃO

Animais de Estimação

 
Animais de Estimação
by Betha Mendonça

Meus meninos quando mais crianças tinham mania de criar bichos dentro de casa. De casa não, pois moramos em apartamento, péssimo lugar para se manter animais e, além disso, o caçula é asmático e o mais velho tem rinite alérgica.Primeiro foram os peixes que convenceram o pai a comprar. E lá veio aquele aquário cheio de musgos, pedrinhas no fundo, luzes e toda aquela parafernália.Eles exultaram e passavam horas admirando os bichinhos a nadar pra lá e pra cá. Mas, como o que é bom dura pouco: de repente a “peixaiada” morreu.

Deve ter sido indigestão. Os garotos segredaram que achavam aquela ração muito “fraquinha” e colocaram no aquário refrigerante e outras guloseimas. A partida dos peixes não trouxe grandes traumas.

Uma noite o menor com uma chiadeira danada no peito e o maior não parava de espirrar e resfolegar o nariz. Depois de ambos terem ido a urgência hospitalar e serem medicados confessaram o crime: tinham adotado um gato de rua que estava instalado confortavelmente numa caixa na área de serviço com a conivência da emprega. Dei “aquele sermão” e despejei sem dó nem piedade o felino.

A seguir veio o casal de miúdas codornas: a Chuva e o Trovão. Eram bem bonitinhos. Eles moravam numa ampla gaiola com água e comida a vontade. Durante a manhã ficavam soltos na área de serviço para esticar as pernas. A fêmea começou a colocar ovos diariamente e no final de semana meu marido os comia como tira-gosto com sua cervejinha. Até que aconteceu o primeiro acidente... A empregada deixou a porta da cozinha aberta, a curiosa Chuva tomou o rumo da escada e rebolou partindo uma patinha. Daí em diante ela só punha ovinhos quebrados até que amanheceu morta. Que desolação! Velório na caixa de sapatos, lágrimas, enterro no jardim do condomínio.

Alguns meses e nova tragédia: o Trovão foi esmagado pela porta da cozinha que desastradamente o meu filho mais novo empurrou. Foi difícil convencê-lo que ele não era um assassino perverso: afinal fora um homicídio culposo. A consternação foi maior que no sepultamento da Chuva. Muitos dias de tristeza e luto.

Ainda veio a Susy, uma camundonga, que pouco durou devida queda da sacada do terceiro andar onde moramos. Todos nós estamos convencidos que nossos animais são marcados pela tragédia e que apartamento não é lugar para criá-los... Pelo menos o nosso!

(republicado)
 
Animais de Estimação

Tudo se acaba

 
 Tudo se acaba
 
Tudo se acaba

Se tudo que é bom um dia se acaba
Se tudo que é bonito vai ficar feio
Se esta vida não vale quase nada
Se em frio se transforma o veraneio

Se os sonhos se acabam lentamente
Se os anos passam como a fumaça
Se as rosas murcham tão tristemente
Se um dia acaba toda a nossa graça

Se as crianças são assim tão puras
Por que é que sofrem tantas torturas
Neste mundo todo cheio de trapaça

Se as águas do rio correm ao oceano
Se tudo está contido neste plano
Por que esta triste dor nunca passa.

jmd/Maringá, 22.06.10
 
 Tudo se acaba

Portas abertas para receber crianças

 
Aos sessenta anos, percebendo que ainda havia muito amor e carinho para dar e nem um filhinho pequeno para receber, Evinha abre as portas da sua casa acolhendo crianças para cuidar.
Era uma nova profissão que demorou para alcança-la, mas que lhe revelou seus verdadeiros dons.
No dia 18 de janeiro de 1978, ela recebe a primeira criança para cuidar, de nome Brenda, tinha a cabeça bem carequinha, olhos pretinhos e bem esperta.
Conquistou toda a família, vindo a se tornar o centro das atenções, o "xodó" da casa.
Apegou-se tanto a sua filha Mônica, que começou a chama-la de mãe, fato que se repete até os dias de hoje (1984).
Brendinha foi a primeira, depois dela várias outras crianças chegaram e encontraram a porta do coração de Evinha aberta ao amor puro de Mãe.
Foram muitas trocas de emoções, que a gratificou muito, por tê-la deixado mais feliz neste contínuo movimento de dar e receber amor, carinho, amizade, companheirismo.
Ela que sempre quis a casa cheia, além das crianças tinha os pais, mães, irmãos, madrinhas, que lhe ampliaram os laços de amizades.
Apesar de ser um trabalho cheio de alegrias e emoções, não era nada fácil, pela grande responsabilidade que é ser a educadora de várias crianças.
Com uma carga horária que às vezes lhe ocupava dezessete horas/dia, pois tudo se ajustava às necessidades das mães, começava a receber a primeira criança às seis horas e entregava a última às 23 horas, pois os horários eram variados.
Como todo ser humano ela mescla momentos de alegria com tristeza, talvez normal para uma pessoa que teve uma família tão unida, hoje tê-los espalhados.
As vezes pensa que a desunião entre as famílias mais abastadas, deve-se ao fato de cada um ter seu próprio quarto, sua televisão, seu celular, seu computador; isso tira aquele contato familiar de se ter a opinião dos pais e irmãos, nas questões da vida.

A auto biografia mais linda que li, onde tive a oportunidade de ajudar a transformar um sonho em realidade.
 
 Portas abertas para receber crianças

Ventos de outono

 
Ventos de outono
 
Ventos de outono

Hoje bate um vento seco do norte
Um vento tristonho e internitente
Não é assim um vento muito forte
Também não é frio e nem quente

Quando o vento soprava do norte
É um sinal de chuva, dizia o meu pai
E quanto mais este vento for forte
Maior é o volume de chuva que cai

Quando eu morrer quero ser vento
Para ver nas crianças encantamento
E alegrá-las movendo seus cabelos

Quero ser um vento não tão forte
Quero ir do quadrante sul ao norte
Os guris soltar pipas, quero vê-los.

jmd/Maringá, 19.06.10
 
Ventos de outono

O VÔO DAS ANDORINHAS!

 
O VÔO DAS ANDORINHAS!
 
 
O VÔO DAS ANDORINHAS!

by FatinhaMussato

Sempre fico emocionada
vendo o vôo das andorinhas...
Parecem crianças correndo,
brincando de pega-pega!

Chegam sempre aos bandos,
sempre juntas a voar...
Fazendo belas evoluções...
Nunca me canso de as olhar!

Pousadas nos fios elétricos
parecem notas musicais
de uma partitura divina,
de uma sinfonia imortal!

Parecem ser brincalhonas...
Quando vêem a noite chegar,
voam muito agilmente,
tem pressa de se alimentar!

Quando o sol está se pondo,
pintando de belo o horizonte,
elas recortam os céus,
parecendo brincar de pique-esconde...

Quando o manto da noite,
rebordado de mil estrelas,
vem cobrir nossa mãe terra,
também elas se aquietam...

Voam rápidas para os ninhos,
aconchegando-se uma às outras,
qual crianças que ao lar retornam,
buscando o colo dos pais!

INÉDITO
Jales (SP), dezembro/2008 – quinta-feira – 20H10M.

Imagem: Google

Música: Alegria / Cirque de Soleil
 
O VÔO DAS ANDORINHAS!

Haikai

 
Crianças à sombra
No verão das descobertas
Paisagem em chamas
 
Haikai

VIVER NO NADA

 
Quando passo nas ruas da cidade
Vejo tantas crianças perdidas
Muito longe da realidade
E muito mais longe da vida.

Vagueiam de esquina em esquina
Onde não existe a moral.
Vão sofrendo a sua sina
Vitimas de um estino brutal.

Crianças que vivem no nada
Que viajam no vazio
Numa longa caminhada
Nesta terra incendiada
Onde o calor nos dá frio.
Trocam o corpo por dinheiro
Para poderem viver
Não é vida com braseiro
Mas sofrimrnto traiçoeiro
Que jamais poderão esquecer.

Para eles, os dias são sem Sol.
As noites, nunca têm Luar.
O futuro é mar sem farol
É tudo escuro no seu olhar.

Esses lobos que na noite rodam
E que os exploram com desdém
Decerto que não se recordam
Que já foram crianças também.

A. da fonseca
.
 
VIVER NO NADA

VIVER NO NADA

 
Quando passo nas ruas da cidade
Vejo essas crianças perdidas
Muito longe da felicidade
E muito mais longe da vida.

Vagueiam de esquina em esquina
Onde não existe a moral
Vão sofrendo a sua sina
Vitimas de um destino brutal

Crianças que vivem no nada
Que viajam no vazio,
Numa longa caminhada
Nesta terra incendiada
Onde o calor nos dá frio.
Trocam o corpo por dinheiro
Para poderem viver
Não é vida com braseiro
Mas sofrimento traiçoeiro
Que jamais poderão esquecer.

Para eles , os dias são sem Sol.
As noites nunca têm Luar.
O futuro é mar sem farol,
É tudo escuro no seu olhar.

Esses lobos, que na noite rodam
E que as exploram com desdém
Decerto não se recordam
Que foram crianças também.

A. da fonseca
 
VIVER NO NADA

Quem conta...

 
                    Quem  conta...
 
Quem conta um conto...
Conta mais outro, e outro
Chega até ficar tonto
E, não soma ponto

Há muitos contos pra se contar
Contos que muito gosto de dizer
Junte as crianças para um sonho viver
Historinhas tão belas ,que vão gostar

Histórias pra meninada
Da abelhinha na colmeia
Da princesa sem ideia
Do boneco que da gargalhada

Histórias de suspense
Contos medrosos de terror
Que dão calafrios, que horror
Deixe a mente imaginar: Pense!!!!!

Nereida
 
                    Quem  conta...

Pobres Crianças

 
Pobres crianças que sofrem
À margem das leis, egoístas,
Com o tronco preso ao chicote
E a alma aos predadores.

Meninos despidos de alimento
E fome de carinho
Que trazem o olhar rasgado
E a boca ensanguentada
Desconhecendo a paz.

Crianças violentadas
Sem noção da realidade atroz
E espancadas pela vida…

Perdoai-lhes Senhor, terem nascido!
Perdoai-nos Senhor, pela cegueira!
 
Pobres Crianças

RIMAS, QUE PODEM NÃO RIMAR...

 
A rima que se defina
No meu jeito de menina
A fonte, que nunca seque
Porque é isso que me aquece
Fogo abrasador
De intenso calor...

Calmaria que se instala
Quando a mente vagueia
Sinto ser uma sereia
De pensamentos que seduzem
Brilhando muitas luzes
Em meus olhos...

Não farei desistir
Aquilo que no peito
Vai agora
Meu amor
Nova história...

Sereia?
Não, talvez uma ninfa
Alguns já classificaram assim...
Mas na verdade, como os anjos
Amar, sem fim...

Lado anjo
Lado sereia
Lado ninfa
O que importa?
Só sei agora
Que o verbo é amar
Nesse doce poetizar...

Rimas, não são sempre verdadeiras
Algumas mentem até
Mas na minha forma de expressar
A verdade prevalecerá
Porque meu verbo é amar...

Dizem ser eu louca?
Não sei
Será mais um adjetivo?
A verdade, é que não importa
O que outros irão pensar
Meu pensamento flui
Em versos, à cantar...

Quando das rimas utilizo
É só para enfeitar
O que o pensamento transmite
Nesse meu doce pensar...

Seres mitólogicos me fascinam
Assim como a Natureza
O céu, o mar...
Faço deles, minha rima
E um texto sairá...

Na loucura do amor
Meus versos dançam
Mão que embala a tecla
Deixando que se façam
As rimas
Desvendando sonhos
Conflitos interiores
E os amores...

Não me importa as simetrias
Não uso delas, no pensamento
Apenas o que vai na mente
Nesse momento...

Momento de expulsar fantasmas
Apresentar o amor
E reluzir
A criança, que deixo fluir...

Deixo dentro do peito
A mistura de moleca
Mãe, amante, mulher
Qual delas sou mais?
Não sei...
Talvez como mãe
Também sou criança
À brincar com outras crianças...
Sendo criança, sou moleca
Sendo moleca, sou mulher
Sendo mulher, sou amante...
Por aí se vai adiante...

Rimas que podem não rimar
Verdades que possam parecer mentiras
Mas o que interessa, na verdade
É o teclar de minhas vontades...

Pensamentos que fluem, em meu teclar...
 
RIMAS, QUE PODEM NÃO RIMAR...

SEM AMOR, SEM FUTURO

 
Trilhei tantos caminhos na vida
Ruas e Avenidas do desespero
Ruelas e becos sem ter saída
E um destino amargo e severo.

Andei de rua em rua procurando
A felicidade que tanto desejava
Mas só escolhos fui encontrando
Mas do bem estar, nada de nada.

Sem forças, sinto-me ninguém
Sem amor, sem amizade, sem nada
Sinto no coração esse desdém
De vida vivida sem alvorada

Tudo dentro de mim é sempre noite
Vivo dentro de casa assombrada.
Por mais que queira ou me afoite
Não consigo ver felicidade dourada.

As crianças têm fome, têm frio
E o que é que a sociedade lhes dá?
Nada de nada, que de vê-las é calafrio
Sem amor, sem futuro, abandonadas.

A. da fonseca
 
SEM  AMOR,  SEM  FUTURO

CRIANÇAS SÃO COMO OS ARCO-ÍRIS.

 
CRIANÇAS SÃO COMO OS ARCO-ÍRIS.
 
 
CRIANÇAS SÃO COMO OS ARCO-ÍRIS.

by FatinhaMussato

A chuva já terminou...
O sol surgiu radiante,
brilhando como nunca,
refletindo lindo arco-íris,
no longínquo horizonte!

Nuvens branquinhas,
leves como plumas,
brincam pra lá e pra cá...
Mudando seu formato,
causando admiração a quem as vê.

Deitados no cimentado,
do fundo do quintal,
as crianças observam as variações
e as comentam entre si,
como artistas explicando seu painel!

Sonhos, criatividade, imaginação...
Crianças, jóias da criação,
trazem alegria à nossa vida,
como após violento vendaval,
o arco-íris a traz ao céu!

INÉDITO
Jales (SP), dezembro/2008 – sexta-feira.

Imagem: NET

Música: A Day Without Rain / Enya
 
CRIANÇAS SÃO COMO OS ARCO-ÍRIS.

desflorada

 
escorria-lhe a alma
em mênstruo quente
pernas
abertas
pulsos cerrados
relógios parados
dum mundo vago sempre a girar

sem um afago
olhar vazio
sem um só beijo
sem um só mimo
sem saber de si do seu desejo
fê-la mulher
ali

urgente

o chão gelado
abrasou-lhe ancas
na novidade de alfim morrer

embalou a vida
em flores de papel
empalhou o corpo mumificada

mendiga de si
pariu caminho e fez-se à estrada.

(Lisboa, 2001)
 
desflorada

NÃO SÃO QUE PUTOS DA RUA

 
Não importa onde nascem
Não importa a sua cor,
O importante é que passem
Na vida com muito amor.

Alguns são passarinhos
Que dormem à luz da Lua
Depenados de carinhos,
Não são que putos da rua.

É triste ver esses putos
Que não têm eira nem beira.
A vida só lhe dá chutos
Têm o Sol como braseira.

Crianças de vida triste
Merecem ser mais amadas
Mas para eles não existe
Que as pedras da calçada.

Putos sem ontem nem hoje
E de um amanhã incerto,
É a sorte que deles foge
E os lobos ficam mais perto.

Pássaros que vão crescendo
Sempre com as asas quebradas,
Num mundo sem dividendo
Com a miséria de mãos dadas.

Velho Mundo,
Voltas-te à Idade-Média.
E esta sociédade sem
rédeas
Deiou de ser a grande dama.
Velho mundo,
A tua mocidade anda perdida
A tua estrada na vida
È toda feita de lama!

A. da fonseca
 
NÃO SÃO QUE PUTOS DA RUA

Quando os filhos viram arma de vingança

 
Amor não existe, compreenção não assiste
Frustrações dentro de lamentações.
Vai-se andando num caminho sem rumo
Onde as pedras são pontiagudas
Como agulhas, nos vai picando
Sangrando nosso coração
Um sofrimento
Uma lágrima, lágrimas,
Infelicidade, ontem, hoje e amanhã...
Alimentação do dia a dia,
Noites ausentes de estrelas, duma lua coberta de dor.
Só resta pegar nos trapos e dar á sola.
Entre caixas de papelão se vêem pequeninas mãos
Sentimentos inocentes entre o amor dum pai e duma mãe.
Se voltam as costas, já não importa
A liberdade reina num lago de água turva
Ele puxa para ele, ela puxa para ela.
Os pequeninos olham em desgraça sem decisão.
Seus corações viram elástico, prestes a romper...
Um dia o mundo cai sobre almas doridas...
A vingança desaba sobre eles, os inocentes...
Nas cabeças perversas, não há calor,
Não sentem a dor e muito menos amor.
Se dedicam somente há continuação da tortura
Esquecendo o sangue que corre nas mesmas veias...
Arrancam o amor duma mãe a uma criança...

Este pequeno poema/texto é pra você Querida Ibernise... senti uma revolta e uma grande vontade de escrever. Um beijinho com luz e tudo de bom. Alcina
 
Quando os filhos viram arma de vingança

BAILARINAS

 
BAILARINAS
 
BAILARINAS

Longo corredor...
Meninas alvoroçadas,
Andando pra lá e pra cá
Com suas sapatilhas cor de rosa,
Seus collants negros,
Coques impecáveis e saias rosadas...

Vai começar a aula,
As meninas eufóricas se dirigem ao salão
Entre pliés e tendus, risinhos e sussurros...
Estão felizes...
Começam os ensaios
Para a apresentação de final de ano...

Encenarão “O Circo”!
Todas se preparam...
Querem dar o seu melhor!
É o nome da academia que vão defender!
Todas querem agradar
A professora, a quem todos amam de paixão!

Parece um bando de passarinhos
Em revoada...
Correm, saltitam,
Rodopiam sem cessar...
Olham-se ao espelho,
Querem ver se vão brilhar!

São crianças,
São felizes,
Passam seus dias a ensaiar...
Dividem seu tempo entre duas escolas
Que para elas são como um lar!

POEMA INÉDITO
FatinhaMussato
Jales, 25/junho/2008 - quarta-feira – 22h10m.
 
BAILARINAS