Poemas, frases e mensagens sobre desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre desilusão

Transparências

 
Transparências
 
À transparência duma gota de orvalho
Desprendo-me, a pouco e pouco, desta vida
É de canseiras e cansaços que vos falo
De insónias e noites mal dormidas

Não vêm ao caso as dores que carrego
Só esta tristeza que de mim se apossou
Feita de ausências e saudades reprimidas
De quem partiu e, por me amar, não me julgou

Levo comigo o direito sonegado
A uma paz, sem culpa, ou julgamento
Se nem eu já sei de que é que falam os meus olhos
Como posso ousar falar de sentimentos?

Maria Fernanda Reis Esteves
54 anos
natural: Setúbal
 
Transparências

Ciúme

 
Ciúme, gume que corta e fere
negrume e força à loucura confere
na escuridão do coração sem altivez
na certeza da traição, não há talvez

E se destrói o ser sem perceber
a maior dor que se pode conceber
Auto-flagelo com elo de crueldade
dor fundamentada em irrealidade.

Violenta força, ferida sem cura
Verte sangue do peito sem razão
hemorrágica mente em loucura

Amor transmutado em dor, dissolução
berçário carcerário, nasce agrura
petrifica a mente em dor, ódio, ebulição.

Poema concebido como comentário ao poeta mestre em sonetos Aquazulis

"Tentação do diabo" Vale a pena ler.

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=156903
 
Ciúme

E Ficara...

 
E Ficara...
 
E Ficará...

Têm dias que desperto indisposto
E, nesses dias, aquieto-me num canto.
Tento sorrir pra disfarçar o pranto
Que por teimosia, rola em meu rosto.

Busco as causas de tanto desgosto,
Não vejo motivos, mas, no entanto
Fico perplexo e, até me espanto;
Por isso que evito me pôr exposto.

E, vou cumprindo minha triste sina,
O coração calado não incrimina.
Assim, mantenho a salvo meu segredo.

E quando um dia eu daqui me for:
Irá comigo a curiosa dor
E ficará aqui o nefasto medo!...
 
E Ficara...

Intempéries ciclónicas

 
As lágrimas secam-se no lago do olhar
Vidas, enredos, sentires, reflexões
Perdidos na brevidade do tempo sem fim
Esgares pulsáteis de vivências
Presentes no presente adivinhado
Lógico nos meandros desenrolados
Nas relações edificadas
Da culpa dual de seres carentes
Divergentes na união intemporal
Vidas angustiadas, desprotegidas
Vulneráveis ás intempéries ciclónicas
Dos eus reflexivos e fatigados de lutar

Sem armas, sem vontade de vencer
Abandonam-se à falta de ambição
Em reconstruir o tempo
No tempo que corre sem tempo
Olvidam-se passados vividos
Num futuro desconhecido
Somente a sobrevivência persiste
Nas almas amarguradas de sentir.

Escrito a 24/0109
 
Intempéries ciclónicas

CASAMENTO [1]

 
CASAMENTO [1]
 
C Cansou-se de acreditar no amor.
A A su' alma afligiu-se e se pôs a prantear,
S Sempre retraída, sempre a chorar....
A Asfixiou do peito tais sentimentos.
M Muitas foram as dores e tormentos...
E E as lembranças faziam-lhe sofrer.
N Nada, nada conseguia demover
T Tanta decepção e falta de sorte;
O Outra vez se casar? ( Vida ou morte?)
 
CASAMENTO [1]

A FALSA AMIZADE

 
Quando escrevo uma carta a alguém de quem gosto
Se não recebo resposta, para mim é um desgosto
Tenho para mim que estou enganado na amizade
Não fico zangado, aceito a decisão tenho essa humildade.

Nunca escrevo uma carta a alguém de quem não gosto
Pois mesmo sem escrever recebo letras dos impostos.
Esses nunca me esquecem têm por mim muito amor
E quando abro os envelopes transpiro, tal é o calor.

Eu, sou simplesmente eu, alguém com dignidade
Por isso não aprecio essa falta de honestidade
Se não me respondem, não há amizade, mas desprezo.
Mas aceito sem rancor, fico com a dor, é esse o meu preço.

Palmadinhas nas costas todos nós já as recebemos.
Porque conseguimos algo pelo qual nos batemos.
Perdemos, não há palmadinhas, há um simples bom dia
Porque é no cinismo que essa amizade os guia.

Ah... Mas se sentem que nós nos desviamos um pouco
Logo vêm perguntar; então essa amizade? Fico louco
De sentir que o cinismo chegou mesmo sem pezinhos de lã.
Que querem que eu responda? Essa amizade? Veremos amanhã!

A. da fonseca
 
A FALSA AMIZADE

Apenas eu

 
Apenas eu
 
E mesmo que meus lábios
pintassem um mundo perfeito
nada mais poderia ser feito
para mudar os estragos
E mesmo que fosse diferente
o tempo não voltaria
pra agradar a gente
precipício e gritaria
na mente, na alma quente
que sente, sente e não entende
o que não pode controlar
esse fogo louco
sempre aceso
preso, solto, preso
ó dor no peito
esse fogo me consome
e você meu amor
foi o homem
que sem perceber escolhi
para dedilhar
em letras de dó maior
no meu coração
esse lamento...
Se fiz tudo errado
ao menos
compus com prazer
toda a dor da nossa paixão.

Daniele Dallavecchia 26042014.20:25
 
Apenas eu

Sombras

 
Restam sombras e sombras
Teres sido um dia, gente
Tal como gato amedrontado
Vives num mundo truncado
Na roda da vida desavindo
Não passas de um acanhado

De pão ganho com suor
Vives sem transpiração
Pedem-te alegria
de barriga vazia
Tiraram-te o certo
Vives no incerto

No teu olhar irmão
Impera a desilusão
Foi-se o emprego
Foi-se o teu pão
Qual pobre mendigo
Vives cerce ao chão

Homem de grande visão
Homem de bom coração
por uma qualquer razão
Reduziram-te a um pião
Sendo tudo tão indistinto…
Resta-te apenas o instinto
 
Sombras

*Desilusão*

 
*Desilusão*
 
"A tristeza que se afunda perante o meu olhar,
São gotas que me sentem,
Que sangram toda a desilusão…"

Esta noite sou acompanhada pela solidão,
Que se faz sentir mesmo com o teu sorrir,
Para lá da escuridão,
Que albergo no meu coração,
Por respirar e por existir!

Não há amor que me afague esta paixão,
Que matei com os dedos das minhas mãos,
Sufocando o pescoço,
Magoei-me mais do que impugnava,
Ah! Maldita solidão…

Queria um abraço teu,
Para poder sentir que me vês para lá da visão,
Que me amas mesmo não valendo um tostão,
Na roda da fortuna despida,
Perante nós, perante a vida,
Que carrego gravemente ferida…

Mas não! Restam apenas cinzas da solidão,
Que insiste em levar-me e amar-me sem compaixão,
Rodeando-me de esperança,
Marcando em mim a criança,
Atando-me em seu colchão…

Marlene

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Um poema que me custou escreve-lo, pois escrevi com o meu próprio "sangue"...
Abraços e Felicidades

Compartilho este poema e os seus sentimentos com o amigo Caio, sempre tão presente.
 
*Desilusão*

Quimeras monstruosas

 
Quimeras monstruosas
 
Esvaziei-me de mim.
Tenho apenas um coração
Fora de compasso a fim...
De encontrar solução.

Nada! Nada!...
Fala-me... Nada faz.
Vejo apenas um buraco
No meio do nada.

Nada sente:
Sequer tristeza,
Tampouco dor,
Será fraqueza...?
Ou talvez amargor
Quiçá uma alegria...
Insistente melodia!

Num plano maior e, ou,
Desconhecido de mim
Onde... Onde Eu estou...?
Vivo a procurar-me enfim...

Aonde nada acontece - Parou!
O silêncio é profundo nem um ruído
Até a inspiração não me encontrou...
Não!... Num coração mudo e moído.

Sou como um pássaro fugindo...
Das quimeras monstruosas - feras
Que me perseguem nesse infindo
Vazio. Medo? Sim de passadas eras...

Antigo deserto da solidão ora exposto...
Eu sem mim, sem conexão – orbe.
Sentia só o vento tocar no meu rosto...
Quebrando o silêncio do meu deslumbre
De um olhar fúnebre de um profundo desgosto!

Mary Jun
Recife,
30/03/2013
 
Quimeras monstruosas

Palavras

 
 
Sorrisos que denunciam
a intenção de nunca cumprir
o sonho de amor
a palavra dita
promessa tão bem prometida
versos doces
que derretem meu coração
iludem minha carência
enfeitam de flores
minha falta de atenção
caminhos tortos
que entorpecem meus sentidos
e já não sinto o real em mim
sou tua e não sou nada
porque não és de ninguém
amor meu,
amor que nunca me pertenceu
e meu céu desaba...

as ilusões e os teus segredos
paralisada da cabeça aos dedos
compreendo
és sonho
e sonhos são para se lembrar
porque
as palavras que dizes
compreendi
são palavras só para se sonhar
e a realidade me mostra
o silêncio que me faz bem
o o bem que me faz estar só
comigo ou outro alguém
real)
que não são só belas palavras
palavras, palavras, palavras

Daniele Dallavecchia 11012014
 
Palavras

Talvez seja eu a única inexistência

 
quando já é vasto o deserto
e nele se aprendeu a caminhar
um oásis atrevido cresce mais
que o devido
e me deixa no centro
como se tudo fosse feito
pra mim

e fico num berço
de cheiros, cores
e frescor de água doce
acreditando que isso nunca terá fim...

quando num giro repentino do tempo
tudo se desmancha no vento
deixando o sonho travestido
de descontentamento

o que faz peso e dá medo
é perceber que a surpresa
é refinada ausência
por saber-me transeunte
em terrenos de paz
sobre minas de conflitos

talvez o deserto e o oásis
sejam únicas realidades

e o sonho seja eu...

colorindo e apagando
em cenários pre.escritos

por que surpresas
se sou das marés...?
 
Talvez seja eu a única inexistência

Contrapartida

 
Contrapartida
 
Desconcerto
É o que governa a minha vida
Descrença
O que sustenta a minha angústia
Degredo
O que proclama a minha morte
Dilúvio
O mar que acolhe as minhas súplicas
Desamor
O nó que trago na garganta
Por ti dei tudo
Desprezo
O que não pedi e recebo em troca

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Contrapartida

Derrubar Ilusões

 
Derrubar Ilusões
 
Derrubar Ilusões
by Betha Mendonça

aqui é a morada onde minh’alma,
despida de corpo, nada é além de si.

não há no destino nem calor ou cor,
capaz de repintar o que já não sou,
nem as tuas mãos a bordar em linhas,
versos livres a fazer-me em traço nu.

tal avião de papel que exposto ao calor,
vira cinzas, fuligem nos lábios abertos,
dos beijos não trocados ou divididos,
bebida presa na garrafa a boiar no mar.

considera-te livre e derrubada tua ilusão!
num outro quadro em que fites o olhar,
te será o mesmo oceano e bem sentir,
e a temperatura in_terna há de te subir;

como um retrato que eu olhe bem aqui,
e imagine que és tu a me tocar e sorrir,
a quem não conheço o rosto nem feições,
nem do corpo, a silhueta ou imperfeições.
 
Derrubar Ilusões

VIAGRA ... MEU AMOR

 
Eu não sou um gabarola, ou um fanfarrão mas vou na mesma vos contar a minha vida sexual.
Quando jovem, parece que eu era muito bonito, As mulheres caíam nos meus braços, como a chuva que caía do céu.
Para fazer amor todos os dias, não havia nenhum problema, de tal maneira eu gostava fazer do sexo, que estava apressado de me casar e foi o que aconteceu.
Os anos de felicidade passavam, mesmo muito rápidamente, Mas as belas noites de orgia, com o tempo, elas começaram a se fazer raras, Tenho que dizer também, que os anos avançavam; e ainda para nada ajudar fui operado das minhas coronárias, devido ao tabaco. (Pois é amigos, continuem a fumar e depois serão vocês a vir ao Luso para contar a vossa vida sexual) e assim eu nem sequer me podia cansar. E a ferramenta que todos os oficiais do mesmo oficio têm, começou a enferrujar e a se dobrar em completa apatia, não havia mais orgias!
E um dia á TV, une boa-nova foi anunciada.
Os Amerlocs, tinham acabado de inventar o Viagra, Isso tinha sido uma boa-nova, fantástica!
Estes Amerlocs , são verdadeiramente fortes!!! É verdade, hein?
Antes desta invenção, eu não gostava muito deles, desses Amerlocs, mas agora... bravo!
E eu comecei a gostar deles, não sei mesmo porquê, mas eles são fortes, não acham?
Mas como vos dizia, só de pensar que eu podia recomeçar a baixar as minhas calças para fazer amor, fui obrigado a lhes render homenagem.
Mas que felicidade! Telefonei ao meu Doutor eu queria de urgencia uma receita para ir à farmácia comprar o meu Viágra. Estava apressado, ai que não! com a caixinha mágica no fundo da algibeira, bem apertadinha na mão não fosse eu perde-la, lá cheguei à minha casa.
Desde que abri a porta, gritei para que a minha mulher se despacha-se visto que eu já tinha tomado uma pilula mágica e de um minuto ao outro poderia começar a fazer efeito.
Deitei-me na minha cama, a minha mulher ao meu lado e.... EUREKA!!! o comprimidinho começava a fazer efeito! Trinta minutos mais tarde, comecei a sentir que a ferramenta começava a mexer, ALELUIA!!!!isto fonciona! Olhei para o meu sexo e ele tinha aumentado de... três milímetros , que tristeza! Triste, desolado, desorientado, mas que dizer? mas que fazer?
Minha pobre mulher chorava, que tristeza! Fim às orgias, a vida é estupida! Isto foi duro, quero dizer, o momento, nada de outro!
Vesti-me, fui no dia seguinte visitar o meu médico e contei-lhe o meu desespero.
-Eu não posso fazer milagres, disse-me ele! se o Viágra não faz efeito, eu não posso reparar a sua ferramenta! E pronto as órgias ficaram únicamente na memoria, passou a ser quimera, madrigais!
E esses Amerlocs, recomecei a não gostar deles. Não são que de gente que se aproveitam do mal dos outros, e são mentirosos.
O Viágra? O meu cu! Não é que da publicidade.
Falei com um amigo ( um amigo... amigo da onça ou de Peniche)
e contei-lhe a minha triste estória e disse-me para tomar o Prozac. O Prozac, sim sim, o Prozac!
Ah, bom, isto é que é um amigo! Ele tinha razão, para fazer foncionar a máquina, não é o Viágra que ainda por cima vinha da China.
Para fazer amor... Avant, toute!!! E de vento em popa, entrei na farmácia.
Do Prozac, meu amigo! o Viágra não vale nada!
- Prozac?, caro amigo?
Sim, do Prozac e depois? disse eu todo inchado!...
Porque o Prozac só dá para dormir para se acalmar!
Ah não... impossivel!...fazer confiança aos amigos! eles são como os Amerlocs, todos falsos! São gente que mata e destroi o mundo com as invasões e tudo, não, não, nunca amei estes amerlocs1
Tinha vergonha; entrei em minha casa, cabeça baixa, fui à casa de banho, olhei-me no espelho, olhei bem para aquele vélhote que estava à minha frente e disse-lhe:
Então como é, meu amigo? Tu foste um Don Juan e agora não passas de um Don Quixote
A. da fonseca

P.S. Esta estoria, é uma antecipação ao futuro rsrsrsrs
 
VIAGRA ... MEU  AMOR

música do povo

 
 
"Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado —
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado…"-fernando pessoa

ouço-a nítidamente
é um bater do coração
uma melodia doente
de um não saber dizer não

povo tão triste e tão frio
tão perdido em vãs rotinas
não tem futuro,é vadio,
sofrem almas peregrinas...

meu povo iludido não está
nem sabe para onde ir
se corre perdido andará
se fica,é perdido que fica

ai meu portugal tão pequeno
de alma grande tão sofrida
quem te deu desse veneno
que te rouba agora a vida?
 
música do povo

Poderia...

 
Poderia...
 
Poderia...

Poderia até saber em que lugar tu mora,
Nunca teria forças para bater a tua porta.

Poderia atravessar o país só para olhar nos teus olhos,
Nunca enxergaria minha face que te ama.

Poderia gritar no alto de um edifício
Jamais ouviria o meu gemido de dor.
Por falta desse amor que recusas me oferecer.

Ah! Tanto poderia fazer por ti e nada seria
Suficiente para toca tua alma de poeta incrédulo e arrogante...
Foge da fúria de uma mulher mirabolante.

Poderia fazer tu sonhar acordado e preferes dormir,
Ao invés de ouvir um Eu te amo!

(¯`v´¯)
.`•.¸.•´ ♥;;;;;
¸.•´¸.•´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•´ .•´ ¸¸.•¨¯`•.♥;;;;;...Elliana Alves

Não fuja de mim porque posso ser teu amanhã...
Eu te amo e isso é real e imortal...

Ao meu poeta!
 
Poderia...

rumo ao céu num olhar

 
por vezes em minha mente
subo ao céu subtilmente
desisto habilmente do que me importuna
sem conseguir conquistar.
nas preces fictícias do não acreditar
há o forte cheiro do crepúsculo
rumo ao céu num olhar,preciso me encantar

na estrela não cingida pela luz
o aroma a bafio da felicidade enregelada
à beira do abismo me ajoelho
nada mais vejo que o asfalto negro do luar
a força não me impele
a voz não chega ás veias
os lábios fecham-se ás nascentes do sorriso

_____________

basta olhar
com olhos de ver
o olhar do tempo abrir-se-á

a alvorada irrompe atrás do olhos fechados
basta olhar,olhar com atenção.
ouvir com moderação..dizem..

ana silvestre
 
rumo ao céu num olhar

Benjamim

 
Benjamim
 
Ah, este mar revolto...
Que vem com ondas volumosas...
Trazendo a mim um desgosto
Daquela tarde de inverno rigoroso.

Aonde tu dissesses adeus...
O medo tomou conta de mim
Pois meu barco naufragou teus
Olhos lagrimejavam Benjamim.

Mesmo assim: partiste!
Eu, ali - frente ao mar...
Não acreditando por te amar.
Agora só as lembranças - tão triste.

Mary Jun
Guarulhos,
01/02/2015
às 23:59m

Imagem - Google
 
Benjamim

Tempestade existencial

 
Tempestade existencial
 
Ouço o silêncio dos meus passos
Vagueando na noite cerrada
Em rios de bruma orvalhada
Onde o imaginável revela-se
Numa imutabilidade existencial
Sinto a agudeza da chuva
Sinto o furor do vento
Sinto as pancadas vibráteis
Na janela da exaustão
Deste corpo fremente de inquietação
Desta alma em constante repressão
Onde o presente permanece
Com o desnudo fardo do passado
Num futuro demasiado ignorado
Neste destino já delineado
No espesso livro da vida

O tempo sem tempo delonga-se
Numa impecável lentidão
Em paralelos dimensionais
De vidas em plena mutação
 
Tempestade existencial