Textos de esperança

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria textos de esperança

LEVE SOPRO

 
Enquanto os lençóis esterilizados te abafam e a sonda te conspurca o corpo, diz-me o instinto que neste momento estás amplamente rendido, e vencido pelos fragmentos orgânicos que vais vomitando em golfadas de agonia, te estás marimbando para os teus que tanto sofrem por ti. “Que se danem, não sabem o que isto é!” pois não, meu amigo. Não fazemos a mais ténue ideia do teu sofrimento.
Também tu não sabes da angústia da mãe, da mulher e da família que de olhos postos no céu se sente inoperante e reza aturdida. Não sabes do pânico de quem tanto te queria dizer algo e do medo que essas palavras nunca cheguem a ti. Não sabes de mim que de olhos fixos no nada, sei o que se avizinha, mas me recuso a aceitar. Não sabes, amigo, das piores e mais terríveis recordações que despertas em mim. Mas isso já foi, hoje estou aqui a torcer por ti com todas as minhas forças. Porque ainda acredito!
Não te esqueças tu, meu amigo, que enquanto exalares o mais leve sopro de vida terás sempre a última palavra a dar. A nós, seres inúteis e incapacitados neste mister de te ajudar, resta-nos dizer que te amamos e que aguardamos que decidas viver. Ainda.

Dedicado com muita ternura a um amigo que espero ainda ver brincar com o meu filho

18/04/2010
 
LEVE SOPRO

Homenagemaos prefessores e Educadores de Infância

 
Muitas vezes no recreio da escola sentava-me sozinha no degrau da porta que dava acesso a uma das salas de aulas. Ficava ali inerte, a observar os meus colegas a brincar, como se ficasse anestesiada com aquela saudável algazarra, que no entanto me parecia passar ao lado.
Observava com alguma apatia o rodopio incessante dos meus colegas, e por vezes sorria para dentro de mim das suas infantilidades. Tinha a idade deles, mas estranhamente sentia-me mais madura, o que foi sempre uma sensação terrível.
- Lembro-me que alguns brincavam à apanhada. Outros, entretinham-se a ver rodopiar os peões que eram jogados com mestria no pátio da escola. Os peões com uma perícia inacreditável, giravam... numa dança de ballet sobre si mesmo, e eu quase que ficava tonta dessa dança incessante que ia acompanhando com os olhos.

As professoras, em dia de sol, tagarelavam entre elas enquanto iam espreitando os seus meninos a brincar, numa euforia de pardais recém-nascidos.
Lembro-me que a professora Eduarda, (que parecia pressentir a minha tendência para o isolamento,) me sorria muita vez quando me descobria sozinha, naquela inércia de mosca assustada. Por vezes ia ter comigo e dizia... " vai brincar, querida, vá lá...! Eu acenava "um não teimoso" com a cabeça, mas sentia-me feliz que ela se preocupasse comigo.
Ainda hoje, quando regrido no tempo e relembro essas passagens da minha vida, revejo os olhos azuis da professora. E sinto uma saudade enorme, um carinho intransformável!
- Recordo-a no seu sorriso sereno, como se mergulhasse no mar de um passado demasiadamente longínquo, onde as memórias permanecem intactas. As recordações desses tempos da escola reflectem-se no fundo da minha alma, num saudosismo e carinho intraduzível. Por isso hoje, professores, me apeteceu falar e escrever para vocês!
Tenho o maior respeito e carinho pelo vosso trabalho, pelos valores que nos incutem e pelos ensinamentos que nos servem depois de base para que prossigamos na sede de maior aprendizagem.

Entristece piamente que alguns... (demasiadas pessoas) não tenham a percepção da importância que um professor ou educador de infância poderá ter na formação de uma criança e quantas vezes (ainda) na sua estabilidade psíquica.
Comigo aconteceu isso, por isso o testemunho hoje.
Muitas vezes a criança revê na professora a mãe ausente. Recebe dela o companheirismo e o afecto que não tem em casa, por variadíssimas razões.
Esse foi o meu caso, em tempos áureos.
A minha mãe levantava-se nesses tempos difíceis, de madrugada, para ir trabalhar. Pouca disponibilidade e disposição tinha para me acarinhar. Sendo como fui ( uma criança extremamente sensível), acabei por projectar na professora primária,a necessidade da sua atenção redobrada, e foi nessa reciprocidade fantástica que me fui soltando e libertando da tristeza que parecia acompanhar a minha tenra idade. Para além desse aspecto fundamental foi da minha professora primária que tive o maior incentivo para fazer o que hoje faço quase por necessidade. "ESCREVER"!
Nessa perspectiva feliz, só posso ter o maior respeito e admiração pelos professores.
Por isso, acima de tudo por isso... lhes dedico este texto e o poema.
- NINGUÉM JAMAIS PODERÁ RETIRAR-VOS A IMPORTÂNCIA DE SEREM OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELOS HOMENS E MULHERES QUE AJUDARAM A FORMAR. Bem hajam!

Professor/a eu aqui te homenageio
Com cravos já que se aguilhoa a liberdade
Não desistas da luta nem emudeças o receio
Pois é imperecível a tua vontade…

A perpetuidade floresce nas tuas palavras
Na dádiva magnânima do teu saber
Pintas o mundo às cores enquanto ensinas
Num ABC persistente que ajuda a crescer!

Com cores berrantes traduzes a natureza
Em desenhos geométricos repletos de magia
Falas das letras, matemática ou biologia
Como quem conta aos meninos uma história.

Quantas vezes esqueces a tua própria luta
Ou fazes das tuas palavras um acto de heroísmo
Ao desprezo ignóbil dos governantes, respondes
Com o sacerdócio e abnegação do teu ensino!

(VÓNY FERREIRA)

NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
 
Homenagemaos prefessores e Educadores de Infância

A Nova Velha Página

 
A Nova Velha Página
 
A Nova Velha Página
by Betha Mendonça

A nova Página trouxe de volta antigos (bons e maus) escritores e uma enxurrada de novos ou heterônimos dos primeiros ao Luso-Poemas.

Inicialmente fomos agraciados com os Melhores do Ano, de 2006 até 2014 e ainda com os 20 Melhores Textos de Sempre (eu inclusa).

Não sei o que levou a retirada dessas “preciosidades”. Se o Trábis sozinho - ou junto com o/os administradores - lembrou-se da “Guerra dos Poleiros” e resolveu pela extinção da área.

Para quem não sabe “A Guerra dos Poleiros” ocorreu nesse sítio no ano de... De... Em um desses anos de funcionamento!A causa foi exatamente os destaques. Tipo autores com mais leituras do dia, semana, mês, ano, e, outros que minha memória borrada por tantas letras não consegue lembrar. Pura bobagem, pois se sabe que o número de vezes em que uma página é clicada não quer dizer que a mesma foi lida...

Mas, já estou me distanciando do tema: a Guerra. Ah, meus amigos!Foram tempos de muitas batalhas travadas entre os utentes (hoje lusuários)!... Havia o grupo dos que aplaudiam e o dos que vaiavam os poleiros (nome carinhoso dado aos destaques). Eram letras atiradas à longa distância e à queima-roupa via fórum, textos, MPs (mensagens privadas) e MSN...

Depois de acirradas contendas que foram do negro xingamento ao branco pranto ofendido, como o muro de Berlin, os poleiros caíram aos pedaços na tela do site.

Agora temos as novas páginas. Os botões de gostei e não gostei nos textos. Sem dúvida, uma brilhante ideia para movimentar o espaço, observar a interação entre os autores, atrair leitores, observar estatísticas, massagear egos (como o meu). Oxalá não ocorra nova guerra!
 
A Nova Velha Página

Ao toque dos sinos

 
Ao toque dos sinos
 
AO TOQUE DOS SINOS

Numa vida onde nada se passa
Olho o papel com os olhos do coração
Tudo o que p'lo pensamento perpassa
Deixo escrito, mas nem todos me saberão.
As semanas se somam incessantemente
E eu marco passo
Na memória agasalho a esperança repetidamente
Retendo tudo o que faço e não faço.

Todos os instantes
De encantos e desencantos
Apago meus sustos, deixo-os distantes!
Obrigo o destino a torcer
Às vezes me olho de soslaio
Lembro que parar é morrer
E nesse marasmo não caio.

Me surpreendo e me recuso
Fico com a nostalgia a rondar-me a alma
Exorcizo fantasmas, das forças abuso
Calo a tristeza e me fico, calma.

Calo a saudade que me invade
Me deixa cansada e de voz rouca
Pego na caneta com mão suave
Desdobro detalhes, que são coisa pouca.
Inspiro-me nas badaladas do sino
E torço, torço o destino.

rosafogo
 
Ao toque dos sinos

entre os silêncios

 
"...entre os silêncios dos olhos, Alexandre, sentado entre as raízes de uma velha nogueira, entrava no mundo sagrado de Cervo Branco, guardador da Floresta Sagrada, do mundo ancestral, da magia antiga que ainda povoava as zonas mais remotas do bosque. Estava entre o limbo dos vivos e a noite eterna dos mortos, viajava entre a centelha divina e o metal fundido que carregava ao peito."

...era tarde, tinha sentido, dentro de si, o velho chamamento da Floresta. Colocou sobre os ombros o velho capuz dos conventículos e saiu de casa. Embrenhou-se por entre a ramagem do bosque, seguindo a melodia que lhe ecoava nos ouvidos. Era um som de flauta calmo, sereno, em tons de choro, mas que o chamava, como só ele o ouvisse, como só o seu interior o perscrutasse, o sentisse. Estava a anoitecer, era tempo Outonal, as folhas começavam a ficar com tons dourados, mexendo-se ao sabor dos ventos, dando um ar de ouro vivo à floresta. Caminhou, andou durante algumas horas, seguiu o som, seguiu o instinto que o levava a sair de casa e a viajar dentro de um mundo que muitos poucos teriam coragem de seguir. A floresta cada vez mais se adensava, os tons dourados davam lugar a cores mais negras, mais escuras, os galhos das árvores fomentavam figuras humanas, o vento era frio, uivava, como se estivesse a vir de dentro do lobo negro da noite dos tempos. Alexandre sabia que nada disto era real, percebia que estava perto do reino mágico dos Elementais. Escurecia a passos largos, sabia que se pernoitasse ali iria entrar no mundo das alucinações, ia estar no limbo entre os vivos e os mortos. Encontrou uma clareira perto de um riacho. Organizou a pernoita com o que havia ali. Pegou em algumas pedras e formou um círculo que encheu de velhos pedaços de madeira, que existiam espalhados pelo chão. Trazia na algibeira um pedaço de broa de milho a que juntou uma fatia de queijo de ovelha. Acendeu a fogueira, sentou-se, e começou a petiscar. Tinha andado durante algumas horas por terrenos acidentados, estava cansado. Comeu, devagar, sem pensar em nada. O som da flauta há muito que tinha deixado de ouvir, acostumava-se aos uivos dos ventos e ao ranger das árvores. Comeu devagar, levantou-se e foi beber água no ribeiro. A água era pura, cristalina, emanava um aroma doce, talvez porque existiam, no rebordo do ribeiro, flores de jasmim e violetas. Bebeu, devagar, sentiu a água a entrar dentro do seu corpo, sentiu-se a ser invadido por uma sensação de leveza, de sonolência, tendo, aos poucos, começado a sentir algumas alucinações. Levantou-se e foi-se aconchegar ao lado da fogueira. Caiu a noite, o frio entranhava-se nos ossos, Alexandre encolhia-se o mais que podia perto das labaredas, ouvindo estranhos gemidos e vozes que vinham do breu da floresta. Entrou num hipnótico sono, não sabia se estava a dormir ou se estava acordado. Via imagens a passar ao seu lado, figuras mágicas que libertavam pólen de ouro e quando o mesmo caía ao chão, transformava os restos dos galhos velhos em plantas a renascer e florir. Via-se sentado, estava sem se conseguir mexer, ouvia o canto de uma voz, linda, límpida, algo que lhe soava a familiar. Sentia que alguém se aproximava, via um vulto - era uma mulher, tinha a certeza disso, vestia algo encarnado, com uns cabelos de fogo pelos ombros, acompanhada por um lobo branco. Não era um corpo físico, era algo que via, concreto, mas que, ao mesmo tempo, percebia que conseguia se mexer por entre as árvores, trespassando as mesmas e sempre a sorrir, nunca tirando os olhos dele. Era noite cerrada, Alexandre apercebia-se disso, mas onde a figura esbelta passava, raiava um Sol de Outono, como se fosse seguida por algo que lhe fazia emanar luz. Beliscava-se para tentar perceber se estava acordado ou não, sentia dor, mas não tinha a certeza disso. A figura aproximava-se dele, transmitindo-lhe paz e serenidade, mas ao mesmo tempo, conseguia que alguma sensações inferiores lhe povoassem a mente. Não falavam, apenas olhavam um para o outro, viam-se, sentiam-se, tentavam comunicar-se sem ruído, tentavam perceber o que o mundo lhes estava a dizer. Alexandre, num rasgo de impaciência, deixou cair uma lágrima, e depois outra e mais outra. Não continha o que lhe estava a sair do peito, não conseguia controlar a emoção que sentia, percebia, agora, o porquê daquele chamamento para dentro da Floresta Sagrada. Ela olhava para ele, levitando-se um pouco, acenando-lhe com a mão, tentando-lhe transmitir a confiança que ele tanto necessitava. Tal como lhe apareceu também desapareceu. Ficava novamente sozinho. Não se ouvia barulho algum, ate o murmúrio da água do ribeiro se tinha calado. Estava escuro, restavam uma réstia de brasas na fogueira, mas não tinha frio, estava bem. Adormeceu.
O dia começava a raiar. Ouvia, novamente o som da flauta, a floresta estava verdejante, o escuro tinha desaparecido, tal como tinha desaparecido os fluidos negativos que embarcavam em si de tempos a tempos. Desfez o acampamento, colocou as suas pequenas coisas, os seus nadas na algibeira e continuou o caminho. Não sabia para onde ir, mas sabia o caminho a seguir, não sabia o futuro, mas conhecia bem o presente, não percebia o destino, mas tinha a certeza do ar que respirava. Caminhava pela sua vida, pela sua história de vida, pela sua fortuna interna, pela sua forma de ser e de se dar. Lembrava-se de algumas coisas da noite anterior, não muitas, parecia que tinha estado num plano vegetativo em que as imagens ficam distorcidas mas que o som é bem audível. Lembrava-se de uma frase do lobo branco, das poucas coisas que tinha saído daquele animal mágico, uma fala em pronuncia perdida nos tempos e dos tempos dos sagrados guardadores do azevinho primordial.

"lembra-te homem que nada tens, tendo tudo o que precisas!"

continuou o seu caminho entre veredas e árvores frondosas, ia tentar encontra o centro psíquico da Floresta Sagrada, o Círculo onde habitava o Senhor da Vida, onde tentaria perceber a sua existência neste mundo terreno.

O caminho é longo, haja pés para que possa ser percorrido, palmeado, vivido entre medos, alegrias, sorrisos e lágrimas.

O caminho é longo, ele sabe disso, mas nunca desistirá dele...porque ele é a sua vida!

In Diário de um Feiticeiro - Livro das Sombras
(Agosto 2014)
 
entre os silêncios

Alerta geral!

 
Não é normal,mas ainda aparece com alguma frequência, eu diria que com muita frequência.
Senhoras e senhores, o machismo ainda mora por estes lados e provoca-me uma raiva miudinha, daquela que molha burros.
Não é que encontrei uma tela tresmalhada, que põe em causa a evolução da mentalidade do latino, mais propriamente do português continental.
Sempre pensei que a educação abrisse mentalidades e acabasse com a estupidez de pensarem que as mulheres são meros adornos do emprego, que o fogão serve para os dois e mudar a fralda não fosse exclusividade feminina, mas realmente enganei-me.
Sério, este espécimen pensa que pode tudo e sinceramente isso arrepia-me os pêlos cansados de uma badalada noite da mulher.
São frequentes acessos de questões meramente possessivas, como se fosse uma menina de 5 anos e ele um progenitor preocupado.
Acho que os cientistas e a sociedade em geral, se deviam preocupar com mais este problema social e inventar um comprimido de toma diária, para colmatar esta deficiência masculina.

Assim, nós mulheres estaríamos a salvo destes perigosos predadores ainda por cima, machistas.
 
Alerta geral!

Acidente

 
Nos tempos que correm todas nós nos deparamos com a estúpida luta contra o tempo, Cristina não foge à regra.
Com o marido do outro lado do mundo a milhas em terras de Àfrica, quis o destino que se obrigasse a continuar as suas lides com agregação familiar em forma de substituição do marido.

Quer ela quer os seu filhos continuavam a ter as necessidades básicas da pirâmide, quero eu com isto dizer que conceber as refeições, lavar e passar roupa, dar banho aos miudos, ir às compras, gerir as contas, limpar, cuidar e resolver a manutenção do castelo do qual ele a nomeara rainha no als (aeroporto de Lisboa), antes de partir.

Limpar o quintal tratar do jardim cuidar dos cães, isto entre ajudar os filhos nos trabalhos de casa e os obrigar a lavar o dentes.

Praticava desporto e levava os putos também. Cuidava dos carros revisões e encher depósitos.

(Parece fácil mas não é dificil) LOL

Sentiu-se mãe pai rainha esposa funcionária publica e mulher.

Nas horas vagas ainda cumpria com o seu horário normal de funcionária publica numa posição bastante exigente, onde continuar a trabalhar em casa era normal.
Até dar as aulas à noite teve de levar a filha com ela.

Levantava-se todos os dias às 5,30 e deitava-se quando desmaiava no chão ou no sofá rendida ao cansaço.

Miguel em terras de Àfrica estava em pressão constante ou pela politica ou pelo garoto que avistava de 13 anos de G3 na mão.

O trabalho não lhe dava tréguas e ainda dava ordens e exigências à sua rainha, que por sua vez cobrava com a mesma estupidez belo dia uma palvra acessa chegou ela encheu e a estribeira perdeu, ele no calor da frase continuou antes de desligar o telefone diz.

-Quero mais é que tu morras...

Cristina achou aquela atitude pouco normal no marido, sabia que ele também estava a sofrer uma enorme pressão. Quer de terras de Àfrica quer Lusas.

Meteu-se no carro já estava a sair tarde, trazia o filho mais velho mas tinha de correr para chegar a horas para apanhar a filha mais nova, que pelo avançar da hora cerca das 8 da noite já estava em casa da madrinha.

No carro disse Tiago a mãe não se sente bem por isso vou devagar...

Chegar a casa da comadre ela chegou, estava gelada branca e disse sinto-me mal não consigo mexer esta parte, Lénia lagartixa ajuda-me.... Não sinto esta parte e não me consiigo mexer...

Osquinha o que tens .... vieste assim a conduzir?

Valeu a resilência de uma mulher de armas e autodominío... outra tinha parado o carro e deixar-se vencer... nunca os meus filhos precisavam de mim.

Não me lembro de muito a luz o barulho e o estamos a perdê-la.......

Médicos hospitais e todos mais...

Os filhos dormiram em cima dela, não a largaram recorda-se de acordar aconchegada no filho mais velho o Tiago com a filha mais nova a Mariana, deitada na sua perna tipo cão, sentia o cabelito dela e a mãozita pequena aconchegar-lhe a face.


O mais velho disse Mãe então estás bem??? Acordas te.... aquela voz doce e meiga era o meu leãozinho a minha cria MÔR.

Tiago acende a luz filho ou abre uma janela.

Mãe é de dia as portadas estão abertas nos três pisos, queres que te leve ao quintal?

Tiago a mãe não vê um bói..

Mesmo doente não perdeu o sentido de humor, nem se apercebeu que estava na sua própria sala e que havia mais gente presente.

Ouvi o soluçar do choro da minha mãe, o meu pai que me agraciou então? Então estás aqui... (como de quem me quer dizer filha única não estou preparado para ires primeiro que eu ouviste e ainda me deixares de herança dois filhos para criar amo-te filha)...

Vindo de loucura de avião milhas andou

Princesa amo a tu.... senti o meu grandalhão a envolver-me com as aqueles enormes abraços.

Afinal ele não queria que eu morresse.

Uns dias vivi completamente dependente para tudo.

O meu corpo parou de um lado (acidente) e um aneurisma roubo-me a visão.

Quando fui operada e por milagre recuperei a visão fiquei afortunada, até o quintal sujo eu amei.

O meu carro onde nascem bonecas ou maquilhagens da mariana ou os livros ou a roupa do saco do treino do tiago, os chinelos no meio da parada no chão (coisas pequenas e inúteis, com as quais eu me passava hoje são meras futilidades da vida)

Mas aprendi a lição, hoje não trabalho debaixo de stress porque o trabalho não azeda.

Tenho é de ser feliz. Ajudar e fazer feliz todos os que de mim se aproximam.

Não me resta muito mais tempo pela minha pasagem terreste, mas deixo obra.

Sejam felizes

Um grande abraço

Ana Cristina Duarte

Rosas mas em vida

Hoje porque amanhã posso já não acordar, enquanto respirar todos os dias vou agraciar com umas letrinhas...
 
Acidente

Em nós existe um tempo e um lugar para tudo

 
Em nós existe um tempo e um lugar para tudo

Há um tempo para nascer, é o tempo da alegria por existirmos.

Há um tempo para crescer, é o tempo de nos regozijarmos com as descobertas e aprendizagem de tudo o que nos rodeia. De descobrirmos os nossos sentimentos e os nossos afectos;
É o tempo da descoberta dos amores da nossa vida – é o tempo da infância.

Há um tempo para sermos responsáveis e felizes com toda a aprendizagem e a experiência de vida que soubermos escolher – é o tempo da adolescência, já com voos de adultos.

Há um tempo para amarmos os pais, os avós, os filhos, os netos e tudo o que nos dá prazer – é o tempo da maturidade e do disfrutar da vida em toda a sua plenitude – é o tempo de sermos felizes .

Há um tempo em que a Vida se faz mais de responsabilidades e de aprender a aceitar aquilo que não podemos mudar e que nos magoa – é o teu tempo presente.

Há no teu coração, sem qualquer dúvida, um lugar muito especial onde retens tudo o que de melhor viveste na tua vida e em que cada pessoa que te ama e amou, deixaram e deixam marcas que mais ninguém poderá apagar. Ao lado desse lugar existe outro, porque o teu coração é nobre e grande, é o cofre das melhores lembranças que abraçarás em toda a tua vida.

No teu coração e na tua mente existe um lugar, onde mais ninguém pode entrar, é uma ponte, onde tu relativizas tudo o que vives e onde, eu espero, consigas encontrar o espaço para te perdoares a ti próprio por todos os equivocados sentimentos de culpa, para com outros, ao mesmo tempo que deverás deixar muito bem guardada toda a existência de quem amas e que te amou a ti, e apenas deverás lembrar todas as horas felizes em que essas pessoas povoaram a tua existência, porque é dessa forma que tu as honrarás.

Meu filhote, espero que consigas encontrar paz na tua alma, e com a tranquilidade possível comeces a traçar um caminho de paz para encontrares essa resignação que a todos se revela indispensável, para saberes acompanhar o Avô Diogo nestes momentos tão difíceis das vossas vidas – tua e dele. E quando um anjo chegar para o levar para cima de uma nuvem bonita, tu o consigas deixar partir, sempre em paz e com um sorriso interior, porque fizeste tudo o que podias e nunca o abandonaste, tu deverás estar bem ciente de que ele continuará a amar-te e a olhar por ti, como um anjo, todos os dias do resto da tua vida.

Há um tempo para aceitar as doenças, e um tempo para deixar partir os nossos preciosos pais e avós, porque eles nunca nos deixarão de verdade – sem mágoas e num misto de fé e magia inerente a cada um de nós, eles farão parte das nossas vidas sempre, enquanto nós também existirmos, porque os guardámos no nosso coração e nessas lembranças que foram as mais felizes que tivemos com eles.

Não precisas desesperar-te, apenas precisas ser tu mesmo – NUNCA O ESQUEÇAS!

Beijos

Mãe
04.11.2015

Carta para o meu filho Ben na véspera do falecimento do seu Avô Diogo.
 
Em nós existe um tempo e um lugar para tudo

Epílogo (a propósito do tópico do fórum postado pela rosamaria)

 
Passados cerca de 10 anos, não me sinto um herói por ter vencido uma doença como o cancro. Sinto que venci uma batalha importante da minha vida, com muito sofrimento e dor, mas acima de tudo com muita esperança. Esperança num amanhã que podemos construir com as nossas mãos, através das opções que tomamos na nossa vida.
Mais importante do que sobreviver, eu decidi que queria viver, acordar todos os dias com um sorriso no rosto, deixar-me inundar pela luz do sol e caminhar na estrada da vida. A força interior que desabrochou em mim, permitiu que encarasse a vida com outro olhar, aceitando o meu corpo tal como ele é, conseguindo vencer as barreiras que uma deficiência pode causar, ultrapassando os meus próprios limites.
Para mim o essencial é correr atrás do sonho, viver a beleza de cada momento, de cada dia, lutando pelos nossos objectivos pessoais. Quando sentimos algo em nós mais forte, capaz de vencer cada obstáculo que surge no nosso caminho, é difícil perder a alegria de viver, por muito complicada que seja a caminhada que temos de enfrentar.
Aceitar as nossas diferenças e ter consciência das dificuldades que enfrentamos que temos de lidar no dia a dia são os alicerces para construirmos a nossa felicidade. Precisamos de descobrir a nossa verdadeira identidade, no âmago do nosso ser, a total liberdade que existe em nós que nos faz voar e sentir a beleza da vida.

Cada um de nós pode ir mais além, tendo noção das suas capacidades, acreditando no seu verdadeiro potencial, evitando perder tempo em lamentar as contrariedades que surgem na nossa caminhada.
Com este simples testemunho, quero partilhar um pedaço de mim, algo que muito contribuiu para a pessoa que sou hoje. Aprendi e tenho sempre presente que a vida é um dom, um dom que não podemos desperdiçar.
Este dom da vida deve ser também colocado ao serviço dos outros, não o fechando na concha do nosso egoísmo. A nossa vida, as capacidades que possuímos devem ser partilhadas com as pessoas que nos rodeiam, fomentando a comunhão com o próximo.
Ajudar os outros, contribuir para que no rosto das pessoas mais necessitadas e excluídas da nossa sociedade floresça um sorriso, é algo que me preenche e faz sorrir. É com pequenos gestos que conseguimos tornar o mundo num lugar mais agradável.
A vida tem um sentido, podemos demorar muito tempo a descobrir esse mesmo sentido, o caminho da felicidade, mas não podemos desistir, não podemos baixar os braços perante as barreiras e obstáculos que vão surgindo. Na maioria das vezes, tentamos encontrar a felicidade no exterior, naquilo que nos rodeia, e acabamos na superficialidade, obtendo apenas pequenos momentos de êxtase, mas fugindo da nossa verdadeira identidade, acabando por cair num vazio profundo. A verdadeira felicidade reside em cada um de nós, na medida de se sentir em harmonia consigo próprio, descobrindo o seu verdadeiro ‘Eu’ no seu interior, podendo dessa forma partilhá-lo com os outros, resistindo às tempestades e adversidades que aparecem no nosso caminhar.
Sinto que ainda estou apenas no início dessa caminhada, dessa aventura que é viver, tendo consciência que cada amanhecer é um novo desafio, uma nova etapa, um novo dia para Amar.
 
Epílogo (a propósito do tópico do fórum postado pela rosamaria)

Outono - Estação do amor

 
Outono - Estação do amor
 
Outono, estação do amor.

Elen de Moraes Kochman

A lua ainda teima em marcar presença quando um tímido sol, através dos seus primeiros raios, dá esmaecidas tonalidades rosa e laranja aos tufos de nuvens, cedendo colorido ímpar ao manto negro da noite que se rende à beleza e empresta espaço à exuberância dos matizes outonais do amanhecer.

A cidade desperta sem pressa e se espreguiça sobre o mar. Os gritos abafados das gaivotas - como se tivessem pena de acordar o dia - com seus vôos lânguidos e rasantes sobre águas cor de esmeralda , que aos poucos se cobrem com nuances douradas e o som das ondas, lambendo luxuriosas as brancas areias, num ritmado vai-vem, orquestram uma perfeita sinfonia.

Do mar, a brisa sopra fria, ondula os coqueirais e se enrosca nas pequenas árvores, despindo-as com leveza e graça, deixando-as despudoradamente nuas, num ritual de paixão e prazer. Os cheiros cítricos que invadem o ar, aspergem pelas ruas um perfume gostoso, um rastro de vida que dá um toque extasiante de boas-vindas ao recomeço.

Cores amarelas, vermelhas e douradas tonalizam a esperança; sons embalam e cadenciam a alegria de existir; notas musicais produzidas pelas batidas do coração, em unissonância com os acordes do universo, entoam um novo tempo; fragrâncias de terra molhada, no cio, que recebe em seu ventre novas sementes, novas vidas, dão o toque de abril.

Nos trópicos o outono é belíssimo: o céu mais azul, os dias mais claros e ensolarados e as temperaturas amenas convidam a passeios, abraços e união de corpos. As noites, mais aconchegantes e românticas, estimulam confidências e entregas. Não sei se o que vejo, enxergo com os olhos da paixão, da admiração que cultivo pelo meu Rio de Janeiro ou se os filtros, através dos quais vejo amor e encantamento num singular amanhecer outonal, precisam ser substituídos.

Todavia, acredito que a beleza natural que veste a nossa cidade não poderia ter um outono qualquer, só com árvores desfolhadas, uma época simplesmente de espera por dias mais viçosos, sem mistérios e sem poesias. Tinha que ser como acontece: o clímax da natureza rompendo um novo tempo, tingindo de ouro as águas da Lagoa, das praias e da baia, colorindo nossas águas interiores. Um tempo de reencontros, de renovação, de perdão para renascer, de dispor novas sementes no solo da nossa compreensão (e aceitação pelo inevitável), de colher os frutos que se plantou. Outono, estação do amor!

Há quem o compare com o “principio do fim” da vida, a antecâmara da velhice, a tristeza ligada à morte. Talvez, pelas folhas secas, sem brilho, espalhadas pelo chão, largadas ao vento. Penso que depende de como cada um modera a luz e protege as lentes, através das quais capta e absorve o belo ou o feio, a alegria ou a tristeza, a intensidade ou o efêmero desses dias, de todos os dias e estações.

Quando eu era mais jovem, quando meus olhos só viam o necessário, o que se mostrava em primeiro plano, quando o meu coração reclamava sem conferir e a minha alma sentia sem entender, eu mesma não conseguia enxergar, no outono, a estação do amor e, sim, uma sucessão de dias insossos, um desfilar de rostos inexpressivos, uma procissão de acabrunhadas gentes. Uma estação de saudades antecipadas.

Hoje faço coro com o poeta Vinicius de Moraes, em seu poema “As cores de abril”, quando ele afirma: “vai e canta, meu irmão/ ser feliz é viver morto de paixão”.

Publicado no jornal da CA
www.tribunaportuguesa.com
em 1º/06/2010
 
Outono - Estação do amor

Um novo dia espera-me... (À Karinna)

 
O azul do céu que trago no olhar fecha-se por momentos, numa tristeza que sacode todo o meu corpo. Perante a intempérie que as nuvens enegrecidas juram é com algum desespero que vou procurando o arco-íris que se forma tardiamente por detrás das nuvens ameaçadoras. Abro os braços como quem reza e deixo que o meu olhar se canse de olhar o horizonte. Milagrosamente a esperança abraça-me com uma sufocante envolvência e volto acreditar que depois da tempestade vem sempre a bonança.
As saudades que eu tenho das rosas vermelhas que floriam no meu rosto e que parecem querer seguir a impetuosidade do vento, desfolhando-as e transformando-as numa cor anêmica. Ah… mas eu sou uma vencedora, sou… prometo-me! Com todas as forças que me restam ei-de inventar arco-íris nessas nuvens enegrecidas que me atormentam.
Ei-de cheirar o alecrim sempre que o vento sacudir com violência a minha alma em busca de luz. Ei-de conseguir limpar os rios do meu próprio sangue para logo depois beber o sol com o céu dos meus olhos.
Não desistirei nunca… jamais! Em cada abraço que recebo, em cada palavra de esperança que tatuo no meu coração é como se uma nova vela iluminasse a minha alma. Nada derrubará o carinho que os meus amigos me trazem e todos aqueles que me amam.
Por certo vai ser essa luz que me é transmitida por essa corrente de amor maravilhosa que a partir de agora irá embalar a minha insônia com o encanto milagroso da aurora.
Um novo dia espera-me… amiga. Espera afinal a todos nós que agarramos a esperança com os dentes cerrados para que ela não nos fuja definitivamente.
Vóny Ferreira
 
Um novo dia espera-me... (À Karinna)

Luso-brasileiros Poemas

 
Luso-brasileiros Poemas
 
Luso-brasileiros Poemas
by Betha M. Costa

O Luso Poemas é um site literatura portuguesa para o qual migrou um monte de brasileiros, como muitos portugueses migram e vivem no Brasil, e, muitos brasileiros vivem em Portugal.

Na vida virtual normal temos uma rusga aqui e outra ali. Um muxoxo aqui outro ali, devido comentários que não agradam a lusos e/ ou brasileiros. Uns ameaçam arrumar as letras e ir embora, outros realmente o fazem e outros são “convidados” a o fazerem. Tudo certo: migração é tão comum aos pássaros quanto às pessoas!

Independente de sermos brasileiros ou portugueses, negros, brancos, índios ou amarelos, judeus, cristãos, budistas ou mulçumanos... Sermos GLST (gays, lésbicas, simpatizantes e transexuais), profissionais liberais ou empresários... Somos seres humanos: todos nós gostamos e merecemos respeito!

Xenofobia é doença que corrói os sentimentos e mata os melhores afetos. Devemos ignorar aqueles que querem incitar a desestabilização das relações e afetos luso-brasileiros. Quando mais lenha lança-se na fogueira maior ela fica... Se não for alimentada ou jogado areia ou água... Ela apaga!

Sempre vai haver brasileiro que faça piada ofensiva aos portugueses e vice-versa. Sempre vai haver quem julgue que um europeu vale mais que dez americanos e vice-versa. Sempre haverá quem julgue um português analfabeto valer mais que um doutor brasileiro e vice-versa. Sempre vai haver quem ache que o Brasil é um subúrbio da América ou que Portugal é um subúrbio da Europa.

Amadores, aprendizes, profissionais... Nós somos escritores e estamos aqui (independentes das nossas origens) para expor nossas composições à apreciação de milhares de pessoas que acessam o site. Não faz bem a ele, a nós e aos leitores textos pseudo-intelectuais ofensivos a uma classe ou país, por que quem melhor der seu recado e escrever sobre aquilo que o leitor busca (e se identifica) é quem vai se sobressair.

Não adianta críticas ácidas a autores lusos ou brasileiros consagrados ou não. Bate-boca em texto, guerra para mostrar que tem mais poder dentro do site. Há cada um de ver o que deseja para si e sua escrita e tocar sua vida para frente. Há pavões que usem da polêmica para aparecer... Há quem não tenha tanta força para tal, e, se queime ao insuflá-las e/ou acompanhá-las. Reflitamos!
 
Luso-brasileiros Poemas

Anjos

 
Anjos

Anjos, pessoas bondosas, de espirito abnegado, caritativas e esmoleres se cruzam por vezes no nosso caminho. E que saudável, prazeroso isso é. ..
Têm sempre um gesto fagueiro, risonho ou nos tocam transmitindo o calor
que sai inesperadamente do coração que se transmite e nos causa tanto bem, sentimos o sabor doce confiamos e esperamos a entreaberta vinda do Céu como um acolhimento angelical. Eu conheço alguns assim mesmo. Sabem ouvir por isso recolhem a parte boa do interlocutor fazem uma análise cuidadosa na sua introspectiva e em pequeno espaço de tempo concluem por sua vez se é sensível e agradável. Pessoas carentes, em muitas ocasiões como podem confiar um pouco mais na nossa boa vontade
e ajudá-las a serem um pouco melhores? Dar palavras carinhosas, contra a agressividade de um tom ácido ou desabrido. Com paciência. Um pequeno gesto e até um beijo por vezes têm um efeito eficaz e quebram o gelo que se instala por falta de carinho e de proximidade de afectos. Outras, possuem dons adormecidos mas conseguem tornar-se úteis ao semelhante
dando com o seu apoio e dedicação nas horas de aflição ou doença, ajuda.
Voluntários trabalham nos hospitais com uma benevolência extraordinária cuidando de doentes idosos ou não, crianças desprotegidas bastas vezes,
sempre com ternura, entretendo-as com pequenos contos e jogos. Bons
médicos que nas suas horas de descanso se vestem de palhaços e divertem os mais pequenos com tantas brincadeiras só para os verem rir no meio de tanta dor…e tantos outros salvadores, bombeiros em abnegados actos arriscados. Esses e outros não serão anjos efectivamente? Acho que sim.
Devem estar na terra a tirar provas concretas , para ascenderem a Arcanjos
quando chegarem ao Céu. Quem terá a veleidade de responder? Ninguém. Deus sabe!..Tenhamos amor no coração e respeito por nós e pelos outros.
Com a D. Indiferença cuidado, é tola. Não usem sapatos de salto alto ou
solas escorregadias que o caminho por vezes é pedregoso e o subir da montanha… Helena
 
Anjos

Será que estamos todos dormindo ou mortos???

 
Será que estamos todos dormindo ou mortos???
 
O cotidiano medíocre...
Nasci, e tão logo me deparei com fatos que antes até achava engraçado...
Quando entendi o significado das coisas, envergonhei-me de nascer; os valores que aprendi quando criança, ridicularizado pela massa opulenta que ostenta seu status; pisando nos pequenos, vistos assim, pela sociedade, porém, são esses pequenos que possuem a combustão; a conflagração moral dentro de si; são os que passam fome; os que não perdem a fé diante do desprezo; da indiferença e dos seus próprios sonhos.
Os que riem de sua própria desgraça; achando graça - o que há de se fazer? Os que nos ensinam a levantar sempre que machucamos a ponta do dedo... Que nos levantam da cama depois de perdermos o emprego... Os que nos ensinam a orar; a pedir... A acreditar...
Hoje digo dos remelentos; sujos e pobres. Digo sobre aqueles que, esquecidos nas calçadas, ainda sonham quando dormem; sonham quando acordam e não se envergonham quando lêem um jornal através de uma vitrine.
Não vale a pena citar a fraude moral; a corrupção; a desigualdade... Os pseudoheróis do Planalto Central...
Vale a pena olhar, com respeito; misericórdia e agradecimento pelos heróis anônimos; heróis sem estrelas no peito; sem sapato; sem carro...
Os heróis que me fortalecem; encorajam-me, a cada vez que penso em desistir. A cada vez, que, movida pelo egocentrismo, insistir em acreditar que meu problema é o maior do mundo. Não preciso ir muito longe; se sair do meu umbigo; se eu tiver coragem de olhar nos olhos da mãe que perdeu seu filho; da criança que chora de fome; do ser humano que dorme na rua, logo vejo; sinto e comprovo... É... Eu sou feliz!

NÃO POSSO ACREDITAR QUE ESTAMOS DORMINDO OU MORTOS... SE NADA PODEMOS FAZER; PELO MENOS, QUE APRENDEMOS A AGRADECER.
 
Será que estamos todos dormindo ou mortos???

Autoestima

 
Autoestima

Quantas pessoas são acometidas
pela tristeza, pelo pessimismo,
pela sensação de impotência
e principalmente...
pela falta de autoestima.

A humanidade com certeza
está carente de afeto,
tantos procuram preencher
com trabalho ou religião,
por um amor talvez verdadeiro,
e principalmente por pessoas
que querem o seu bem.

Felizes aqueles que conseguem
passar por cima da infelicidade,
da dor da depressão
e apreciar a lua no céu
e logo em seguida
o nascer do sol!

By Lucélia Lima
 
Autoestima

Comemorando 80 quimioterapias

 
Tinha que escrever isso,
desculpem se não tem haver com os propósitos do Luso.
Essa semana minha mãe completou 80 quimioterapias e,
por incrível que pareça, fez uma festa pra comemorar!
Segundo ela, ela tinha duas opções: lamentar a doença ou comemorar a vida.
Optou pela segunda... Além disso, brincou dizendo que quebrou o recorde do Hospital!
É incrível como ela encara a doença e até brinca com tudo isso. Coloca o câncer rebaixado a um resfriado!
Ela sempre foi muito espirituosa. Lembro quando ela retirou o seio:
foi logo dizendo para nós, os filhos, quando a vimos, que era pra gente desmamar de vez,
pois não havia mais teta para todos! (E ria!)
Eu não sei nem como demonstrar o quanto a admiro,
ela é meu exemplo de força e coragem.
E espero que o exemplo dela, de alguma forma,
possa ajudar alguém que esteja iniciando um tratamento contra um câncer.
Fica aqui um pedaço dessa história (já que o bolo acabou).

(Escrevo emocionado, num misto de orgulho, alegria e minhas fraquezas.
Tenho muito a aprender com ela.)
 
Comemorando 80 quimioterapias

Qual é a pedida do seu coração?

 
Qual é a pedida do seu coração?
 
Qual é a pedida do meu coração?

Deixa eu imaginar...

Quero intimidade com menos oscilações

Alguém que não curta abrir filiais nas esquinas.

Que saiba me cuidar como se eu fosse ouro para

não me magoar e me amar como se eu fosse sua

segunda pele.

Que seus lábios e polpas dos dedos sejam

desbravadores.

Seus braços sejam a proteção e tentação, convite

irrecusável a me entregar.

Que ele tenha a sabedoria na ponta da língua e

seja irredutível na fé de me amar, sendo capaz de

atravessar no escuro, sem tropeçar, guiado pela

ponte do meu olhar!
 
Qual é a pedida do seu coração?

Feliz Natal!

 
 Feliz Natal!
 
 
Natal...
É o mês de confraternização Agradecimento pela vida
Bênçãos ao filho de DEUS
União, amor, reflexão!

Que Jesus traga muita paz,
harmonia, fraternidade a todos vocês amigos do luso.
Que o gesto de ternura se estenda de várias mãos
Que ao som dos sinos
O amor exploda em toda direção! Afinal é uma data maravilhosa, abençoada e deve sempre ser feliz, mesmo que a família esteja menor, esteja com dívidas, sem posses para fazer a ceia convencional inventada pela humanidade.
Comemore!
Ore!
Vibre!
Pois nasceu e sempre nascerá em nossos corações o nosso Salvador maravilhoso, único e especial.
E deixe brotar o amor, a pureza e a humildade de Jesus Cristo no seu coração.
Não tenha vergonha de viver publicamente por Ele, que não teve vergonha de morrer por você!
É Natal, Jesus nasceu e que Ele renasça em todos os corações.
Amém.

FELIZ NATAL!
UM ANO NOVO DE FÉ E SUCESSO

Belarose.
 
 Feliz Natal!

Fogos anunciam a chegada do Ano Novo...

 
Fogos anunciam a chegada do Ano Novo...
 
 
Fogos anunciam a chegada do Ano Novo...

Errar é Humano...

 
Hoje mascarrei-me no embuste do disfarce de uma personagem emprestada. Passei um carvão perdido pela face inocente e deixei-a abandonada á sua sorte. Abandonada e triste, com a alma destruída de jeitos repentinos e impróprios…

Esta cara, sujeita de personalidade própria não pediu nada e não lhe foi questionado o seu querer. Ninguém gosta destas coisas imprevisíveis e instáveis…

Se ao menos, tivesse avisado a minha cara para a guerra, sempre sairia um sorriso espontâneo de recusa e de alerta para o engano que se poderia evitar…

Hoje errei, ao pensar que mandava no meu corpo. Ao agir sem perguntar a sua opinião!

São tantas as vezes que erro e tão poucas as que percebo…

(Valeu-me hoje ter reconhecido o erro, assim aumentei a esperança de amanhã poder errar menos, ser melhor…)
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Errar é Humano...